Segunda-feira, 9 de Julho de 2012

BOAS FÉRIAS SENHOR PRIMEIRO MINISTRO

   Poucas vezes um Primeiro-ministro, em sérias dificuldades com a política implementada, e os erros de casting cometidos, terá encontrado um alinhamento das estrelas, dos astros, e sabe-se lá de quê mais, tão favorável.

   Senão vejamos. O governo escolhido por Pedro Passos Coelho teve na sua génese dois pescados capitais, cada um deles, por si só, capaz de mandar para o inferno as suas melhores intenções, e em conjunto tornando inevitável tal caminho.

   Os pecados capitais foram. Em primeiro lugar o número de Ministérios escolhido, criando verdadeiros elefantes, onde se exigiam felinos ágeis, para lutar contra as manadas de fugidias gazelas, (há quem lhe chame velhas raposas, e até nomes bem piores) sempre em busca das melhores pastagens: e em segundo lugar a escolha de Miguel Relvas para Ministro, e logo com a coordenação política do Governo. Por si só cada decisão partia as porcelanas expostas na Loja, em conjunto estão prestes a destruir a Loja (leia-se governo).

   O primeiro caso, foi uma teimosia do Primeiro-ministro, face a uma promessa da campanha eleitoral, que se sabia desde o início iria causar sérias dificuldades de funcionamento. Era um sinal de contenção (tal como as viagens de avião em classe turística, que afinal são uma borla da TAP).

   Em ambos os casos trata-se de medidas para palerma (eleitor) ver.

   Já a nomeação de Miguel Relvas era mais difícil de evitar, pois era difícil a Pedro Passos Coelho descartar-se de quem durante 5 ou 6 anos esteve solidariamente a seu lado, parte dos quais sozinho ou quase antes da ascensão política do futuro Primeiro-ministro ganhar fôlego.

Miguel Relvas foi o seu mentor (a par do Engº. Ângelo Correia), o apoio constante, o conselheiro, o porta-voz, e se calhar o seu motorista.

   Era incontornável pois a sua nomeação, em prova de reconhecimento pessoal, mas mostrando que não conhece o Princípio de Peter.

   Se calhar não vinha dessa nomeação mal ao mundo se Miguel Relvas tivesse outro perfil. Mas cada um é como Deus o fez.

   No entanto devido ao tal alinhamento das estrelas, ou seja com a decisão do Tribunal de Contas, que lhe abriu as portas (não confundir com o MNE) a todas as decisões impopulares que seja necessário tomar sobre cortes ou aumento de impostos, que ficam por conta do TC, e com a mais absoluta fragilização política de Miguel Relvas, que por uma questão de bom senso e até de solidariedade para com quem o nomeou, se deveria demitir, Pedro Passos Coelho, está absolutamente à vontade para remodelar o governo e lançar um conjunto de medidas visando a melhoria, progressiva, das condições de vida dos portugueses.

   Aqui fica, resumidamente um conjunto de sugestões, quem sou eu para dar conselhos, que o ajudariam a criar um clima mais desanuviado na sociedade portuguesa:

   - Vá uns dias de férias (8, não mais que a vida no Algarve está cara);

   - Fale com o parceiro de coligação;

   - Promova um ou dois secretários de estado a ministro, com a criação de novos Ministérios, eliminando assim algumas das incongruências existentes.

   - Substitua Miguel Relvas por um ministro competente, rigoroso e credível;

   - Avance com um discurso mobilizador.

   Verá que o País agradece e dará um passo em frente para ultrapassar esta maldada crise.

   No fim não se esqueça de ira a Fátima (não precisa de ir a pé, pois tem mais que fazer) agradecer o alinhamento das estrelas e dos astros.

   Os mais crentes dirão que foi a intervenção da Nossa Senhora.

   Boas Férias

 

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Estado de Alma: Expectante
Livro: Discurso do Método
publicado por Lanzas às 19:27

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Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

MIGUEL RELVAS - A VER OS ESPIÕES PASSAR

   Declaração de Interesses: Continuo a pensar que Miguel Relvas é o elo mais fraco do Governo, e que por uma questão de princípio se devia demitir, não chamando à colação, neste momento, que nem sequer deveria ter assumido o lugar de relevo que tem, mas isso são outras histórias.

   Mas o que quero relevar aqui, é a forma como Miguel Relvas se deixou enredar num golpe de génio de alguém que pensa, e pensa como deve ser para defender os seus interesses ou os interesses de quem defende, com a questão levantada em torno da ameaça, ou não, à jornalista do Público, das pressões, ou não, desta para que o ministro respondesse em 32 minutos a uma pergunta sua, (porque será que não podia ser em 33?),  o pedido ou não de desculpas do ministro, a audição na ERC, por escrito ou presencial, a audição, ou não,  parlamentar e todo um conjunto de "dizes tu digo eu", que prometem não ter fim e não vão obviamente levar a lado nenhum.

   Mas o objectivo final de alguém foi conseguido. Deixou de se falar nos espiões, nas secretas, nos erros, nas informações eventualmente fornecidas indevidamente a pessoas indevidas, no risco sério em que se colocou a segurança do País, nas eventuais dificuldades colocadas nas relações bilaterais com outros países, face aos atropelos cometidos, em resumo as questões importantes.

   Isso foi atirado para  o fundo da gaveta, à espera de uma melhor oportunidade política, para no momento oportuno vir ao de cima.

   O resto visto pelo prisma da liberdade de imprensa, da democracia, do direito à informação, tem importância sim senhor, mas face ao essencial é "lana-caprina".

   Mas tem mais emoção, e assim a malta compra jornais, ouve telejornais, é enganado e bate palmas.

   Viva Portugal.

 

   PS: Durante a segunda guerra os espiões cruzavam-se no Estoril, bebiam chá ou whisky à mesma mesa, lançavam e recolhiam boatos, que corriam a comunicar aos respectivos patrões, e depois havia a elite que intoxicava, manobrava e recolhia realmente as informações importantes. Pouco ou nada mudou depois disso.

 

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Estado de Alma: A vê-los passar
Livro: Mossad
publicado por Lanzas às 12:07

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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

O ELO MAIS FRACO

   O Ministro Miguel Relvas, é manifestamente o elo mais fraco deste Governo, que vai levando, pela arreata, o Povo Português à exaustão.

   Parte por culpa dele, que deveria ter tido a humildade de reconhecer que não está talhado para as tarefas ciclópicas que lhe foram atribuídas, e uma grande parte de quem lhe atribuiu esse conjunto de funções, que em circunstâncias normais, seriam difíceis de executar por uma só pessoa, e que nas actuais, se revelaram impossíveis de conseguir.

   Com efeito reunir numa só pessoa aquilo que o Ex-Primeiro Ministro fez com dois dos seus principais Adjuntos, Pedro Silva Pereira, como ideólogo, e cardeal, e Santos Silva como policia e malhador, ultrapassa a razoabilidade. 

    Convenhamos que igualar a soma destas duas forças, só era possível se o homem fosse um génio. E não é. Manifestamente não é.

   Apesar de gostar de malhar, neste caso na esquerda, como o anterior policia gostava de malhar na direita, falta-lhe a sua malícia, e apesar de ter possibilidade de influenciar as decisões do Príncipe, falta-lhe o talento.

   Mas tudo isto seriam detalhes se não se tivesse deixado enredar num filme série B, já visto muitas vezes, com uma redactora do Jornal Público.

   Os governantes  têm em geral, uma conduta pouco ortodoxa com os jornalistas, convictos que estão de serem capazes de os manipular. Puro engano. Hoje os políticos são os usados, e são os jornalistas quem os colocam a jeito, para depois os ridicularizar.

   Em que País democrático se veria na televisão um Presidente da Republica a falar com a boca cheia de bolo rei? Na Venezuela? Na Russia? Em Angola? Na Coreia do Norte?

   Hoje quando os políticos dão uma dica, quando oferecem uma noticia em primeira mão, ou quando procuram uma vantagem editorial, estão a pôr-se a jeito para situações como aquela em que Miguel Relvas se viu envolvido. Deviam saber isso.

   Temos escrito que o actual Governo não tem sabido explicar aos portugueses nem a dimensão da crise, nem as medidas aplicadas e muito menos as consequências da não aplicação dessas mesmas medidas ou outras similares, mas essas explicações não deveriam ser dadas à porta do café, passe o exagero, como se pode observar em qualquer telejornal.

   Não é à saída de um qualquer evento, e quando convém, que se atiram umas atoardas para o ar, para justificar qualquer coisa, mas quando não convém  refugiarem-se num "não é o lugar próprio".

   Não é quando não convém, o Primeiro Ministro afirmar que não comenta no estrangeiro a politica nacional, mas quando lhe convém fazer declarações públicas, com o Primeiro Ministro do País anfitrião ao lado, durante uma qualquer visita oficial. É feio.

   E a falta de coerência paga-se caro.

   A falta de coerência de Miguel Relvas é barata. É só demitir-se.

 

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Estado de Alma: Relvado
Livro: Palavras Cínicas
publicado por Lanzas às 09:57

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Domingo, 6 de Maio de 2012

COM PAPAS E BOLOS ...

... SE ENGANAM OS TOLOS! (Ditado Popular)

 

 Passado um período de reflexão sobre o sucedido, e analisadas quase todas as opiniões que têm sido emitidas, somos levados a concluir que a marca Pingo Doce conseguiu, provavelmente, a mais bem sucedida campanha, na história da publicidade em Portugal.

 Não sendo inovadora, transformou-se rapidamente num case study por várias razões: O factor surpresa, a escolha da data, o valor económico imediato da promoção para quem se dispôs a fazer compras, e a dificil situação  vque o País atravessa, que predispõe as pessoas para a poupança, conforme é aliás a palavra de ordem constantemente lançada para a praça pública, por todos os responsáveis políticos, e não só.

   Questões ideológicas, sociológicas e inclusive as reinvindicações dos trabalhadores à parte, a verdade é que se o objectivo final da campanha era que se falasse, de borla, durante muito tempo da marca envolvida, o objectivo foi plenamente conseguido.

   Ainda  a procissão vai no adro, e já todo o mundo falou sobre o assunto, mesmo aqueles que vão dizendo não querer falar.                       

  Analise-se pois o assunto exclusivamente pela óptica custo/beneficío de uma campanha publicitária. Quanto custa uma página de publicidade num Jornal como o Expresso? É variavel, conforme  a cara do anunciante, mas todos temos a convicção que é bastante elevada.

   Então vejamos a poupança. No numero de ontem, e depois de um vista de olhos en passant, temos:

   Primeira página em destaque "Assunção Cristas e o Pingo Doce". Página 2 - Cartoon  de António "Amargo Doce". Página 3 - Outra vez Cristas e o Pingo Doce. Páginas 4/5 - Integralmente preenchidas com relatos diversos do acontecido. Página 6 - "Pé de Página" de João Garcia. Página 7 - " O Bodo aos Pobres," artigo de Miguel Sousa Tavares. Última Página - "Lições do Pingo Doce" por Henrique Monteiro. No Caderno de Economia: Página 2 - Cartoon de Rodrigo de Matos. Página 31 - Dois artigos sobre o assunto, um de João Duque, outro de João Vieira Pereira.

   Para além da notoriedade de quem já falou, cujos nomes acima referidos são apenas um exemplo, hoje em directo, durante pelo menos cinco minutos, Marcelo Rebelo de Sousa vai falar sobre o assunto para mais de um milhão de espectadores.

  Se somarmos a isto as horas de exposição televisiva com sucessivas aberturas de telejornais e reportagens, algumas em directo, os comentários do Presidente da Republica, as horas de debate na Assembleia da Republica, o que foi escrito, e está para ser, em jornais e revistas sobre o assunto, temos de convir que em termos publicitários foi um sucesso. UM ENORME SUCESSO.

   E não importa a forma como o assunto foi tratado, pois em publicidade, como em muitas outras coisas, o importante para quem disso beneficia é que se fale.

   Bem ou mal é um detalhe.

 

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Estado de Alma: Marcado
Livro: NO LOGO - O PODER DAS MARCAS
publicado por Lanzas às 11:37

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Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

EM NOME DA ÉTICA DESPORTIVA

   Face ao alarmante conjunto de noticias sobre  a chamada "armadilha" montada a José Cardinali, nomeadamente a informação veiculada hoje no Diário de Noticias de que "o funcionário da empresa de Paulo Pereira Cristóvão que alegadamente depositou os dois mil euros na conta de José Cardinal terá viajado para a Madeira com um bilhete comprado a partir das instalações do Sporting", torna-se necessária uma decisão que salvaguarde a verdade desportiva e que não manche irreversivelmente uma festa do desporto nacional, nomeadamente o futebol, como é a final da Taça de Portugal.

   Assim, e caso não seja possível apurar, em tempo útil, toda a verdade sobre os eventuais factos ilícitos que têm vindo a ser publicados na imprensa, e tendo em atenção a posição assumida, tanto pelo Marítimo como pelo Nacional, que contestam cada vez com mais veemência, a presença do Sporting na final da Taça de Portugal, defendendo ambos que o "caso José Cardinal" deve ter repercussões a nível desportivo, impõe-se que, com a anuência da Académica, a mesma fosse adiada até um veredicto final sobre o assunto ter sido tornado público.

   Qualquer decisão diferente desta inquinirá definitivamente o desfecho desportivo que se vier a verificar, porque uma coisa é certa, José Cardinali foi afastado do jogo devido à queixa apresentada pelo Sporting, o que representará sempre uma pressão inadmissível sobre os árbitros, passível de punição desportiva.

   E se por exemplo o jogo se realizar e a Académica ganhar, e semanas ou meses depois se vier a decidir que o Sporting não tinha legitimidade para jogar a final. Repete-se a final?

   Por uma vez os poderes instituídos não deveriam andar a reboque de eventuais jogadas de mau gosto, mas sim anteciparem-se ao acontecimentos.

   Vamos esperar para ver.

 

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Estado de Alma: Goleado
Livro: Pena Suspensa
publicado por Lanzas às 16:37

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Sábado, 12 de Novembro de 2011

Os "InconTenentes" ...

... ESTÃO DE VOLTA !

 

 

 

{#emotions_dlg.chat}Post 418                                   (OS MANOS XXXVI)

 

Estado de Alma: Tranquilo
Livro: Tem Calma Boris
publicado por Lanzas às 10:07

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Segunda-feira, 6 de Junho de 2011

AS SONDAGENS E OS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES

   Na “Tasca do Botas”, seguiu-se com o interesse que o momento impunha o desenvolvimento da noite eleitoral, e consequentemente o apuramento dos resultados.

   Foi com natural satisfação que se  constatou o facto de  a chamada técnica do Garruda utilizada para o “palpite” que publicamos nas vésperas do dia das eleições, mais propriamente no dia 2, se ter revelado consistente com a realidade:

 

                      Resultado       Partido                   Palpite

                        38,6%           PSD                   38 a 41%

                         28,0%           PS                     29 a 32%

                         11,7%           CDS                   10 a 12%

                           7,9%           PCP                     7 a 9%

                           5,2%           BE                       6 a 8%

 

   Com efeito, o facto de as percentagens finais, em praticamente todos os casos, terem caído dentro do intervalo previsto de apenas três pontos, fez com que a distancia real apurada entre os dois principais partidos, 11,6%, estivesse contemplada nos números que havíamos indicado, em contraste com os empates técnicos que vinham sendo anunciados diariamente.

   Aliás, os tão anunciados empates técnicos colocam em cima da mesa o tema das sondagens efectuadas durante as campanhas eleitorais em geral e esta última em particular, com a inusitada persistência verificada de em quase todos os casos apontarem, até praticamente ao último dia, para um resultado, o empate técnico, que se mostrou completamente desajustado com a realidade, o que permite agora todo o tipo de interrogações e de insinuações.

   Será que as Casas de Sondagens viam alguma conveniência nesse tipo de resultado, o qual lhes permitiria desse modo manter o interesse pelos trabalhos que diariamente produziam, face à expectativa que criavam? Será que algum ou alguns partidos tinha interesse nesse tipo de resultados e pressionavam para que esse interesse se reflectisse nas sondagens?

   Era bom que alguém, entre os peritos que estudam as sondagens por dentro e por fora, se desse ao cuidado de se pronunciar sobre a matéria, para esclarecer os leigos como nós.

   Sabemos que nas Fichas Técnicas das sondagens publicadas está lá tudo escrito sobre as mesmas, e assim sendo está tudo correcto, e também sabemos que a sua qualidade técnica e deontológica é inatacável,  mas lá que se enganaram isso enganaram.

   Mas, verdade seja dita, só enganaram quem quis ser enganado.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 345

Estado de Alma: Em trabalho de campo
Livro: Fantasia para 2 Coronéis e 1 Piscina
publicado por Lanzas às 16:18

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Domingo, 24 de Abril de 2011

FUTRE, O CHINÊS E O SPORTING

   Acompanhamos à distância Paulo Futre desde os seus primórdios quando ainda "puto" demonstrava a sua habilidade inata para a prática do desporto onde se veio a notabilizar, nos torneios de Futebol de Cinco realizados no ringue do Clube de Campismo do Concelho de Almada.

   Recordamos com carinho o saudoso companheiro Orlando (é só até à vista, irmão) que quando arbitrava os jogos onde o irreverente Paulo Futre participava, invariavelmente o punha na rua por períodos de 2 e 5 minutos sucessivos. "O puto tem que aprender", dizia pedagógico para a assistência que protestava, pois o que a "malta" queria era ver as habilidades daquele a quem todos auguravam já um trajecto de sucesso.

   Vêm à memória as almoçaradas com João Paulo, o Pai, na roulotte do Julio com outros companheiros. As partidas de cartas à Sueca ou ao King que fizeram história, e são a base de histórias que ainda hoje se contam

   Recordamos, igualmente, a sua partida para o primeiro treino do Sporting, perante a tristeza daqueles que queriam que primeiro fosse treinar aos vizinhos da 2ª. Circular.

   O resto é a história conhecida que portanto não necessita ser contada, e se vou buscar estas memórias à arca do tempo é por causa do episódio do Chinês que Paulo Futre protagonizou quando das recentes eleições presidenciais no Sporting.

   Poderia ser um episódio engraçado, e até demonstrar a irreverência e a capacidade inata dos latinos, e dos portugueses em particular, para o desenrascanço, mas daí a ser utilizada como um "golpe de génio" vai uma distância do tamanho do mundo que o Sporting não merecia.

   É  verdadeiramente "Um esboço da alma `Tuga´" , a qual foi tão bem retratada por Fernando Madrinha num artigo publicado no Expresso de Junho de 2002, justamente com este título, e do qual respigamos apenas esta passagem: " ... É aí que mais facilmente encontramos o "tuga" perfeito, impostor e fanfarrão, demagogo e malandreco, seja a jogar à bola ou ao sucesso dos seus negócios, com um pé na direcção do clube ou de qualquer organismo associativo e outro na política ou na construção civil ... "

   O "boneco"  assenta que nem uma luva e até parece que tinha destinatário. Senão vejamos esta pérola retirada de uma recente entrevista de Paulo Futre:
   " ... Tenho uma empresa de consultadoria. Faço de tudo. Sou consultor de tudo, desde energia a construção, etc. e também na parte desportiva..."

   É elucidativa e serve para recordar a vantagem de um pequeno almoço com um candidato a Primeiro ministro na véspera das eleições. Ou então um digestivo com Licor Beirão, com aquele que as perder.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 302

Estado de Alma: Chinês
Livro: Cadeneta de Cromos
publicado por Lanzas às 15:45

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Terça-feira, 29 de Março de 2011

(DES) HUMANIDADE

   43 Anos separam estas imagens, que publicamos com a devida vénia a Eddie Admas-Vietnam 1968 - e Mazen Mahdi/EPA - Bahrain 2011, durante os quais a Humanidade não aprendeu rigorosamente nada com as destruições e com os flagelos, tal como anteriormente não tinha aprendido.

   Será que merecemos ser felizes ?

 

Post 281

Estado de Alma: Acabrunhado
Livro: Um Dia e Outro Dia
publicado por Lanzas às 09:30

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Quinta-feira, 17 de Março de 2011

O POVO DA INTERNET (LEIA-SE BLOGUES)

   Foi com surpresa que li o artigo de opinião de Mário Crespo no jornal Expresso do último sábado, no qual em 108 linhas de prosa, reservou 61  para se referir com manifesto acinte aos Blogues em geral, parecendo pretender assim justificar a sua superioridade intelectual por recusar "os convites que frequentemente lhe são dirigidos para neles escrever", com base na falta de qualidade dos mesmos.

   Obviamente que existem bons e maus Blogues, assim como existem bons e maus jornais, bons e maus programas de televisão, bons e maus jornalistas, bons e maus artigos de opinião, bons e maus "planos inclinados", e por aí fora.

   Curiosamente já existia na imprensa portuguesa um jornalista - Miguel Sousa Tavares -  que por acaso também assina semanalmente uma crónica no mesmo jornal que é um acérrimo opositor "dessa gente" que escreve na internet (leia-se Blogues). Será coincidência?

   Tratando-se de dois credenciados jornalistas com acesso a praticamente todos os meios de informação, lidos e ouvidos por centenas de milhares de pessoas é de estranhar que percam o seu tempo e espaço numa espécie de cruzada contra "essa gente (rasca?) que escreve na internet" (leia-se Blogues).

   Sucede que tal como acontece com os Blogues em geral temos visto bons e maus "Jornais das 9" na SIC Notícias, durante os quais com frequência  Mário Crespo se espraia em considerações e opiniões pessoais, que muitas das vezes ultrapassam os limites de um apresentador de um jornal de notícias, e com as quais nem sempre estou de acordo, tal como muita outra gente.

   Claro que Mário Crespo tem o direito de ter opiniões e tecer considerações, mas em artigos de opinião como este do Expresso, mesas redondas, colóquios, entrevistas e sei lá mais o quê, mas enquanto apresentador de um jornal de notícias não nos parece adequado.

   Relativamente a Miguel Sousa Tavares, com quem basicamente estou em desacordo, mas de quem leio religiosamente as crónicas semanais, tem vindo a perder fôlego nos seus escritos os quais vêm perdendo a qualidade de outros tempos. Acontece aos grandes profissionais. Está em manifesta baixa de forma.

   Voltando aos blogues, onde não existe "só escrita maldizente": Os maus extinguem-se naturalmente no fogo impiedoso da exigência de qualidade mínima. Os outros, com maior ou menor regularidade, face às possibilidades dos seus mentores vão continuar a ter opinião, analisar, comentar, aplaudir ou contestar. É a possibilidade de que dispõe quem não tem, ou não quer ter, acesso a outros meios de informação, pese o desagrado de Mário Crespo e Miguel Sousa Tavares.

   Já no que se refere ao "povo da internet" (leia-se Blogues) destaco ao correr da pena, sem qualquer desconsideração por tantos outros , os nomes de dois Senhores que escrevem com honra e prazer em Blogues: Vital Moreira e José Pacheco Pereira.

   Para que conste.

  

Post 266

Estado de Alma: Repórter X
Livro: Cântigo Negro
publicado por Lanzas às 09:53

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