Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

APELO PARA UMA CONDECORAÇÃO

   Com a devida vénia, faz-se um apelo ao senhor Presidente da Republica, investido por inerência, no cargo simbólico de Grão-mestre das Ordens honorificas de Portugal que condecore o "Instituto Sciences Po", pelo seu abnegado esforço de solidariedade para com os contribuintes portugueses, ao  albergar na sua salas de aula o nosso Ex-Primeiro ministro, permitindo dessa forma a sua permanência por lá, bem longe de cá, pelo menos por mais um ano.

   Espera-se, ardentemente, que esse período de nojo se prolongue por muitos mais anos, se possível enquanto Deus lhe der vida e saúde.

   Por forma a podermos esquecer, com a ajuda do tempo que tudo apaga, destroi  e faz prescrever,  que alguma vez passou por aqui.

 

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Estado de Alma: Condecorado
Livro: Le Livre Secret des Fourmis
publicado por Lanzas às 16:57

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Domingo, 20 de Maio de 2012

O COISO E AS COISAS

   O Coiso (Ministro Álvaro Santos Pereira) sabe mais da Coisa (Política) do que julgam os Coisos (Partidos e Analistas da Coisa).

   Quando a Coisa (Economia) corre mal o Coiso (Ministro) "amanda" uns Coisos (Pasteis de Nata) para o ar e a malta embarca na Coisa (Conversa da treta).

   Como o Coiso (Ministro) reconheceu, mas sobretudo a Coisa (População) já tinha, há muito, sentido na pele, o Coiso (Desemprego) aumentou brutalmente,  e segundo o outro Coiso (Primeiro Ministro) o Coiso (Desemprego) ainda vai aumentar.

   O Coiso (Ministro) diz que a Coisa (Dívida Pública) que o antigo Coiso (Ex-Primeiro Ministro) deixou é que é culpada da Coisa (Economia de pernas para o ar), e por isso é que eles tiveram de chamar a Coisa (Troika), mas segundo os outros Coisos (os antigos Ministros e actuais Deputados PS) a Coisa (Divida) tinha de ser mesmo assim, para diminuir o Coiso (Desemprego)

   Era preciso injectar Coiso (Dinheiro) nas Coisas (Empresas) e então vá de fazer Coisas (Por exemplo Auto Estradas) que não serviam  para nada a não ser isso mesmo: Dar Coiso (Dinheiro) aos Coisos (Amigos). Ainda quiseram fazer mais Coisas (TGV e Aeroporto, Outra Ponte sobre o Tejo) exactamente por causa dessa Coisa (Dinheiro), e para isso até nomearam um Coiso (Ministro das Obras Publicas) só para assinar Coisas (Contratos) que não podia, pois não tinham Coiso (Visto do Tribunal de Contas), e agora são os Coisos (Contribuintes) que têm de pagar as Coisas (Indemnizações), porque os Coisos (Amigos) do antigo Coiso (Governo) querem a Coisa (Indemnização), que segundo eles é muita Coisa (Dinheiro)

   É por essas e por outras, que o Coiso (Dinheiro), apesar dos Coisos (Impostos) bárbaros que os Coisos (Contribuinte) estão a pagar, está escasso para tanta Coisa (Dívida Publica), que o Coiso (Ex-Primeiro Ministro) nos deixou, para ir viver dos Coisos (Rendimentos) para a Coisa (Cidade Luz, vulgo Paris).

   O objectivo  é ver se consegue um Coiso (Diploma), a sério, para depois arranjar um Coiso (Trabalho).

   Coisa que ele nunca fez na vida, porque o Coiso que ele tem não vale Coisa nenhuma.

   Agora ninguém sabe é como ele tem tanto Coiso, porque a Coisa lá por Paris está cara como o Coiso.

   Mas isso já são outras Coisas.

   Embora ainda não tenha perdido a esperança de saber umas Coisas acerca dessa Coisa.

   Assim os Coisos e o próximo Coiso queiram.

   Estão a ver a Coisa, não estão?

  

 

Duas Coisas: 1 - A parte final do Post não tem tradução por causa das Coisas.

                    2 - Estão a ver como o Coiso (Álvaro Santos Pereira) sabe da Coisa (Política)? Não se tinham esquecido já do Coiso (Desemprego) e dos Coisos (Pasteis de Nata)?

 

{#emotions_dlg.chat}Coiso: 481

 

  

Estado de Alma: A Comer um Coiso
Livro: Les DIsparus
publicado por Lanzas às 12:07

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Terça-feira, 13 de Março de 2012

VITAL MOREIRA E A MESQUINHEZ

 

   A forma agressiva como Vital Moreira defendeu que Cavaco Silva fez uma interpretação errada da constituição, ao afirmar que o Presidente da Republica foi  "mesquinho e revelou espírito vingativo” tem de se considerar excessiva, e vai muito para além de meras considerações políticas sobre determinada actuação política.

   Pode-se defender se alguém, neste caso o Presidente da Republica, interpreta bem, ou não, um determinado artigo da constituição, mas Vital Moreira não tem o monopólio dessa interpretação, até porque o faz à luz de convicções políticas o que como se sabe não são boas conselheiras quanto à imparcialidade,  mas já não é defensável que pontos de vista diferentes mereçam as classificações atribuídas por Vital Moreira. Há um dever de contenção mínimo, que foi ultrapassado, por quem invoca que  o "Presidente não pode dar mostras de imoderação incontida”.

   Bem prega Frei Tomás ….

   Mas o que devia estar verdadeiramente em análise são as decisões que foram tomadas na altura pelo ex-Primeiro Ministro  sem informar os órgãos de soberania eleitos, o que deveria ter feito, no mínimo por uma questão de solidariedade,  bem como os partidos da oposição que o haviam ajudado a viabilizar outros pec's, não o tendo feito com o propósito nítido destes se  verem posteriormente  confrontados com compromissos irreversíveis,  que não lhes fosse  possível contestar.

   Vital Moreira, tem razão, quando afirma:  "se Cavaco Silva considerava tão grave a conduta de Sócrates, em termos de lhe atribuir dimensão histórica, não se compreende que na altura própria não tenha exigido uma explicação pública ao primeiro-ministro, para não falar na possibilidade de o demitir ..."

   Mas não o terá feito por se ter apercebido que a razão que esteve por detrás da conduta do ex-Primeiro Ministro era fundamentalmente criar as condições para ser demitido, e assim se poder vitimizar.

   Acreditamos que a história pode ser bom juiz da conduta do ex-Primeiro Ministro. Mas não só.

 

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Estado de Alma: Moderado
Livro: A Constituição Portuguesa
publicado por Lanzas às 13:57

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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

SOMOS TODOS DO CONTRA

   Os Historiadores contra o fim dos feriados;

   Os Sindicatos contra o aumento de meia hora de trabalho diário;

   Os Utentes contra os aumentos das taxas moderadoras;

   Os Automobilistas contras a introdução de portagens nas SCUT´s

   Os Estiudantes contra os cortes no ensino superior;

   Os Professores contra os estatutos;

   Os Funcionários Públicos contra os cortes nos Subsídios de Férias e

   de Natal:

   Os Restaurantes contra o aumento do IVA na restauração;

   Os Pensionistas contra os cortes nas Pensões;

   Os Militares, Os Policias e a GNR contra a falta de verbas;

   O Marinho Pinto contra a Ministra da Justiça;

   O Alberto João Jardim contra os "cubanos";

   O Carlos César contra o corte das tolerâncias de ponto ... e contra

   outros cortes;

   O Lobo Mau (leia-se troika) contra este Governo (Porque se não foi este

   foi o outro que duplicou a dívida *

 

   e Eu contra o SAPOBLOGS porque nunca mais olha para o Lanzas com

   olhos de ver !

                                                                                                                                

 

* Pudera não era para pagar, era só para gerir.

 

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Estado de Alma: Com boa vontade
Livro: Carta de Deus aos Seres Humanos
publicado por Lanzas às 10:17

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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

AS CEM MANEIRAS DE GERIR A DÍVIDA ... SEM A PAGAR

   Depois de um pequeno período de ouro de silêncio, o nosso ex-Primeiro ministro voltou a falar e, agora livre como um pássaro nos céus de Paris, esclareceu alguns dos pilares nos quais assentou a política económica que protagonizou para o País:

   Desde que houvesse quem emprestasse podíamos gastar à “tripa forra”, porque a dívida não era para pagar tão-somente para gerir. Por isso em seis anos quase duplicamos aquilo que devíamos ao exterior. Sintomático.

   E a coisa era simples de fazer. De acordo com o calendário eleitoral adequava-se a economia à política. Baixava-se o IVA, aumentavam-se os Funcionários Públicos e os Pensionistas, criavam-se mais uns subsídios, entregavam-se de bandeja umas obras às Empresas do costume, adjudicavam-se uns pareceres, prometiam-se uns cheques que nunca ninguém viu a côr, e por aí fora porque a vida corria no melhor dos mundos.

   Quando havia um aperto de tesouraria dava-se um pulo à Libia, (lembram-se?), ou ao Qatar, ou então dava-se uma palavrinha à senhora Merkel para disponibilizar "algum".

   Entretanto por cá secava-se a capacidade de financiamento dos Bancos à economia, forçando-os à compra da Dívida. A tal que não é para pagar. Só para gerir.

   Mas o ex-primeiro-ministro ainda quis ser mais claro para que não subsistissem dúvidas: "para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida, é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei".

   Dá vontade perguntar: Quando? Onde? Com quem?

   Esta “magnifica” Lição de Economia e Finanças, mas sobretudo de princípios políticos e filosóficos  Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, por certo não desdenharão subscrever.

   Seria bom ouvirmos também a opinião do ex-Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sobre esta Lição magistral do seu antigo Chefe, e porque razão subscreveu a política económica que o mesmo, sabe-se agora, protagonizou.

   Apenas mais dois apontamentos sobre esta pérola do "génio latino":

  1 - Era bom sabermos os Livros por onde estudou, para ficarmos todos a conhecer a melhor maneira de gastar sem pagar.

  2 - Compreende-se agora a razão pela qual a Universidade onde eventualmente tenha estudado fechou.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 431

Estado de Alma: A Gerir
Livro: Mendigo Ladrão
publicado por Lanzas às 09:47

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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011

PAGAR A DÍVIDA? IDEIA (PARVA) DE CRIANÇA.

 

 

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Estado de Alma: O Mascarilha
Livro: Confisões de uma Máscara
publicado por Lanzas às 17:37

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Sábado, 15 de Outubro de 2011

O ORÇAMENTO DE 2012, by JS

   Não tem este Post como objectivo analisar o conteúdo da intervenção de Pedro Passos Coelho quando deu a conhecer ao País algumas das medidas do Orçamento de Estado mais gravoso de sempre para os portugueses, em tempo de paz, mas tão só quanto à forma da sua apresentação, a qual foi clara, sem esconder a gravidade da situação e das consequências que representavam para os portugueses em geral aquilo que estava a dizer.

   Sabemos que a doença pode ser mortal, vamos ver se nos conseguimos curar.

   Assim, se não houver durante 2012 “outros orçamentos” para além deste, estamos conversados.

   Por aquilo que nos foi dado a observar durante os últimos seis anos, se as medidas agora adoptadas tivessem sido dadas a conhecer ao País pelo ex-Primeiro-ministro, que era na verdade quem ali deveria estar, com o baraço ao pescoço a fazer mea culpa, a comunicação seria mais ou menos esta :

   Gostaria de anunciar aos portugueses que o Governo aprovou hoje o orçamento para 2012. O Governo conseguiu um bom Orçamento. Este é um Orçamento que defende Portugal. Naturalmente, não há Orçamentos subordinados a programas de assistência financeira que não sejam exigentes e que não impliquem muito trabalho. Isso não existe. Os tempos que vivemos continuam a implicar esforços e muito trabalho. Ninguém duvide. Mas conhecendo outros Orçamentos sujeitos a programas de ajuda externa e depois de tantas notícias especulativas publicadas pela imprensa, o meu primeiro dever é tranquilizar os portugueses.  
    Assim, no Orçamento para 2012 o Governo conseguiu:  
    Não mexer no rendimento mensal bruto dos funcionários públicos e da administração pública, nem dos pensionistas, nem os substituir por nenhum título de poupança. Apenas serão eliminados o Subsídio de Natal e de Férias;

    Não haverá mais cortes nos salários da função pública; 
    Não prevê a redução do salário mínimo; 
    E, ao contrário do que diz, não corta nas pensões acima dos 600 euros  mas apenas nas pensões acima dos 1000 euros. Mais: está expressamente admitido o aumento das pensões mínimas, tal como o Governo sempre pretendeu.  
    Com este Orçamento o Governo garante também que:
    Não terá de haver nenhuma revisão constitucional;

    Não haverá despedimentos na função pública;
    Não haverá privatização da Caixa Geral de Depósitos;
    Mantém-se a tendencial gratuitidade do Serviço Nacional de Saúde;

    Mantém-se a escola pública;
    E não haverá privatização da Segurança Social, nem plafonamento das contribuições, nem alterações à idade legal de reforma, graças à reforma da Segurança Social que fizemos em 2007. 

   Não são necessárias mais medidas orçamentais para 2012. Repito:Não são necessárias mais medidas orçamentais para 2012. São suficientes as medidas previstas no Orçamento.
    As medidas para o mercado de trabalho baseiam-se, essencialmente, no Acordo Tripartido que celebrámos em Março com os parceiros sociais, com alguns desenvolvimentos sobretudo em áreas sinalizadas no próprio Orçamento e sempre de modo a preservar integralmente o equilíbrio nas relações laborais.  
   Vai seguir-se a entrega do OE na Assembleia da Republica para consulta dos partidos da oposição. O que certamente o País espera é que, desta vez, prevaleça o sentido das responsabilidades e do superior interesse nacional.  
   O Governo manteve ao longo da elaboração do Orçamento os deveres de reserva e o sentido institucional que a situação impunha. Estabelecemos, para isso, um sistema de informação com os partidos da oposição.

  Quero prestar reconhecimento ao excelente trabalho desenvolvido pelo senhor Ministro das Finanças e por todos os membros do Governo na elaboração deste Orçamento. 
   Dirijo, finalmente, aos portugueses uma palavra de confiança. Nenhuma Nação vence sem confiança em si própria. Esse sentimento de confiança deve prevalecer sobre o negativismo e sobre o pessimismo, atitudes que só conduzem à descrença, à paralisia e à desistência do futuro.

   Pela minha parte, o que tenho a dizer aos portugueses é isto: nós vamos vencer esta crise.

   Disse, e foi-se embora!

 

{#emotions_dlg.chat}Post 404  

Estado de Alma: Desorçamentado
Livro: Triste Fim de Policarpo Quaresma
publicado por Lanzas às 20:07

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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

OS PRAZOS DO ACORDO OU O ACORDO DOS PRAZOS

   Face à magnitude do Acordo assinado entre a Troika e o Governo, (um autêntico tsunami com capacidade de destruição do poder de compra das classes média e baixa idêntica ao verificado recentemente no Japão), e que recebeu o acordo dos outros dois partidos do chamado arco governativo, PSD e CDS, também nos parece que da antecipação dos prazos acertado entre o Governo e a Troika não virá  uma desgraça maior daquela que aí já vinha.

  Mas tem o significado politico importante de menosprezar quer os adversários políticos, quer os portugueses em geral. É que ao não ser transparente nas informações prestadas o Governo reincide no comportamento pouco ético que levou ao chumbo do Pec 4.

   Programa este reclamado de virtudes (eventualmente afrodisíacas) pelo PS e que levaria por si só à salvação de Portugal, bem como, por arrasto da Grécia e Irlanda, podendo estender-se o seu benefício ao resto da Europa e quiçá do Mundo. Há quem diga que Obama já estava de olho nele (Pec 4), afim de evitar a bancarrota dos Estados Unidos da América, tema que mais mês menos mês vai entrar na ordem do dia, e mais cedo  do que o comum dos mortais, provavelmente, julga.

   Digo eu que não percebo nada de economia. O que aliás é uma benção de Deus para poder sobreviver neste jardim "de Sócrates" plantado.

   Mas não parece correcto afirmar-se que as alterações entre a versão preliminar e a final do acordo que firma o resgate financeiro a Portugal são "acertos" que "não introduzem qualquer alteração" como a Comissão Europeia assegurou hoje, em Bruxelas, na sequência aliás do que havia dito José Sócrates. A questão é a seguinte: Se não era importante porque se alterou? Ou será que se alterou porque era importante e por isso não se quis dar conhecimento das alterações?

   Embora não tenha falado em devido tempo  o que devia, Teixeira dos Santos  falou agora e foi claro quando afirmou "Quem quer que ganhe as eleições e quem quer que venha a constituir Governo não vai ter tempo sequer para se sentar. Vai ter que, de imediato, pôr em execução o programa".

   Assim, a  antecipação verificada nos prazos não vai ter consequências nas decisões imediatas do próximo Administrador de Falências, também conhecido por Primeiro Ministro?

   Claro que vai, por muito que digam que não.

 

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Estado de Alma: Antecipado
Livro: Chão de Meninos
publicado por Lanzas às 18:17

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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

O PSD NÃO QUER GOVERNAR PORTUGAL (II)

   Ontem publicamos aqui no LANZAS um Post com o titulo em epígrafe, no qual desenvolvemos a ideia de estar o PSD a criar todas as condições para não ganhar as próximas eleições do dia 5 de Junho, e com isso libertar-se da obrigação de formar Governo, ou até de participar num Governo de coligação como tem sido aconselhado a fazer por individualidades de todas os quadrantes políticos e sociedade civil, nomeadamente o Presidente da Republica Cavaco Silva e incluindo os antigos Presidentes da Republica Mário Soares, Jorge Sampaio e Ramalho Eanes.

   Hoje o assunto é retomado no Correio da Manhã por Constança Cunha e Sá que  na coluna Causas e Consequências escreve um artigo intitulado "O Alvo Errado" onde afirma textualmente: "Pelo que se vai vendo, o PSD parece estar a fazer tudo o que pode para conseguir perder estas eleições".

   E a realidade é que parece que o PSD não quer mesmo ganhar as eleições do próximo dia 5 de Junho, pois iindependentemente de as sondagens continuarem a referir que se mantém um empate técnico entre os dois principais, a verdade é que 70% dos inquiridos refere não querer José Sócrates como próximo PM, mas nem assim se coíbem de praticar uma série de erros comprometedores que põem em causa a sua vitória.

  E paira no ar a questão seguinte: Será que se tivesse sido o PSD a estar no governo durante os dois últimos anos e tivesse cometido todas as asneiras que o governo de José Sócrates  cometeu e se este estivesse agora a candidatar-se a estas eleições como líder da Oposição, as sondagens não estariam neste momento a dar-lhe uma maioria absoluta?

   Já se sabe que é tudo uma questão de demagogia, mas uma posição mais coerente por parte do PSD não seria de descartar.

   Para quem quisesse ganhar eleições, já se vê.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 335 

  

Estado de Alma: Com dúvidas
Livro: Casa Dividida
publicado por Lanzas às 15:37

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DE BONS ACORDOS ESTÁ O INFERNO CHEIO

   Estão prestes a terminar as tréguas que nos foram concedidas pela Troika que se apresta para governar Portugal.

   Com a entrega da primeira tranche do empréstimo (6.100 mil milhões de euros) por parte do FMI os quais nos asseguram o pagamento das "Promissórias" vincendas a 11 de Junho no valor de mais de 7.000 milhões de euros, Portugal está definitivamente comprometido com um bom Acordo, nas palavras do ainda PM José Sócrates.

   Os novos donos do País aguardam apenas que seja nomeado em 5 de Junho o Administrador de Falências para dar inicio à execução da penhora.

   Acreditamos que para o cidadão José Sócrates seja um bom acordo ou na pior das hipóteses um acordo neutro uma vez que não terá quaisquer implicações no nível da sua vida pessoal, pois sendo proprietário de pelo menos uma fracção num dos condomínios mais caros do centro de Lisboa; tendo dois filhos a estudar em dois dos colégios mais elitistas e caros de Lisboa, O Colégio Moderno e O Colégio Alemão; fazendo férias habitualmente no Hotel de luxo Sheraton Pine Cliffs, nos Olhos D'Água, em Albufeira, ou nas estancias de sky mais caras da Europa; e sendo cliente, com direito a identidade na montra, da loja "Bijan House" a mais caro do mundo que só atende por marcação e que  veste os homens mais poderosos do planeta, incluindo Presidentes, Reis e actores, os cortes verificados nos seus rendimentos e eventuais aumentos nos impostos a que estará sujeito não lhe irão provocar qualquer dano.

   Obviamente que não dispomos de elementos reais sobre a sua capacidade financeira pessoal, limitamo-nos a constatar o que é publico e notório e alardeado sem constrangimentos. Também é muito claro que se lhe reconhece todo o direito em usufruir o que é seu e procurar desfrutar para si e para os seus do que de melhor existe. É um direito legitimo e um objectivo que todos deveremos procurar alcançar pois tal desiderato estimula a criatividade, a competência e a capacidade de trabalho que por vezes está adormecida em nós.

   Mas para o Primeiro Ministro de Portugal o Acordo celebrado com a Troika não devia ser considerado um bom acordo. Poderá classificá-lo como um Acordo inevitável e o possível, mas daí  a classificá-lo como um bom acordo vai um mundo de distância.

   A distância que vai do cidadão José Sócrates para os Pais que tiveram de retirar os seus filhos dos colégios particulares onde estudavam e levou ao encerramento em 2010 de mais de 60 estabelecimentos privados e o número destes continue a aumentar em 2011. A distância que vai dele para as mais de 1500 famílias que só de Janeiro a Abril deste ano tiveram de entregar as suas casas ao Banco por não poderem satisfazer os compromissos assumidos, e o rol das comparações poderia continuar quase indefinidamente.

    E o mais grave é que segundo o último relatório do Banco de Portugal vai haver "uma contracção sem precedentes do rendimento disponível das famílias" e uma "recessão de magnitude elevada", com consequências brutais que se irão reflectir nos mais pobres e desfavorecidos que não vão andar nas Scuts, nem no TGV, nem utilizar o Novo Aeroporto de Lisboa, mas que os vão pagar.

   Senhor Primeiro Ministro, o senhor sabe o que é deixar de ter dinheiro para comprar leite ou pão para dar de comer aos filhos? Como não sabe não fale de um bom Acordo. Haja decoro.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 334

Estado de Alma: Esmagado
Livro: As Chuvas Vieram
publicado por Lanzas às 09:07

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