Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

COMPANHEIROS DE PARTIDO

 

publicado por Lanzas às 10:27

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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2012

A TSU E AS ENTIDADES PATRONAIS

   Por manifesta falta de tempo não me tem sido possível alimentar este meu Blog.

   Mantendo-se as circunstancias sinto a "obrigação" de fazer um esforço para comentar as declarações generalizadas, mas a meu ver lamentáveis das entidades patronais a propósito da anunciada diminuição da contribuição das empresas para a segurança social, a chamada TSU:

   Não disponho de dados que me permitam ter uma opinião fundamentada da bondade da decisão, no tempo, no conteúdo e na forma, como foi tomada e dada publicamente a conhecer pelo Primeiro-Ministro.

   Admito que tenha sido fundamentadamente decidida mas que mereça ser frontalmente contestada.

   Entede-se, naturalmente, que quem foi vítima do aumento dos impostos, proteste, tal como eu protestei quando fiquei sem dois subsídios, e na altura os "outros" os mesmos que agora viram os impostos aumentar, receberam os ditos na íntegra numa decisão que me abstenho de qualificar, porque entretanto o Tribunal Constitucional já o fez.

   Mas a decisão do TC abriu a caixa de Pandora, e no primeiro minuto da primeira reacção do Primeiro Ministro à decisão do TC era claro o que iria suceder: Estender a todos a medida que tinha sido tomada só para alguns.

   Agora que as Empresas que  são  obviamente as beneficiadas com a medida, se sintam "incomodados" e não tenham a coragem de assumir que se que a mesma favorece o tecido empresarial, é no minimo vergonhoso.

   Basta saber-se que o referido tecido empreserial é composto maioritariamente( 90% ?) por pequenas e micro empresas, na sua esmagadora maioria asfixiadas financeiramente para se perceber que a baixa do TSU algum efeito positivo há-de ter nas suas tesourarias.

   Para as grandes empresas nada mais fácil do que aproveitar esta folga, para poderem baixar os preços dos seus produtos, com algum significado, e com isso repor na cadeia de consumo parte do valor retirado aos trabalhadores.

   O efeito seria multiplicador.

   Por parte das empresas públicas através da intervenção do Estado e das que são objeto de regulação, através dos respetivos reguladores ficou a promessa do PM de que será tida em conta na formação dos preços a baixa da TSU.

   Finalmente uma palavra para quem como o Dr. Alexandre Relvas, nada de confusões, é da opinião que "em vez de embaretercermos o salário tirando dinheiro aos trabalhadores, era preferível pedir-lhes mais tempo de trabalho".

   Sem colocar em causa a bondade de uma medida deste tipo, devia ter sido perguntado ao mesmo se, em consciência, considera possível a adoção de uma medida desse tipo.

   Para não prolongar estas considerações vou apenas citar as declarações de Manuel Carvalho da Silva quando ainda era secretário geral da CGTP-IN à jornalista Clara Ferreira Alves e publicadas na Revista Única do Expresso em 26/11/2011, quando esteve em cima da mesa a possibiliadde do horário de trabalho ser prolongado por  meia hora:  " A MEIA HORA É TRABALHO FORÇADO".

 

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Estado de Alma: A Ver a banda Passar
Livro: Globalização - Fatalidade ou Utopia?
publicado por Lanzas às 14:04

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Segunda-feira, 9 de Julho de 2012

BOAS FÉRIAS SENHOR PRIMEIRO MINISTRO

   Poucas vezes um Primeiro-ministro, em sérias dificuldades com a política implementada, e os erros de casting cometidos, terá encontrado um alinhamento das estrelas, dos astros, e sabe-se lá de quê mais, tão favorável.

   Senão vejamos. O governo escolhido por Pedro Passos Coelho teve na sua génese dois pescados capitais, cada um deles, por si só, capaz de mandar para o inferno as suas melhores intenções, e em conjunto tornando inevitável tal caminho.

   Os pecados capitais foram. Em primeiro lugar o número de Ministérios escolhido, criando verdadeiros elefantes, onde se exigiam felinos ágeis, para lutar contra as manadas de fugidias gazelas, (há quem lhe chame velhas raposas, e até nomes bem piores) sempre em busca das melhores pastagens: e em segundo lugar a escolha de Miguel Relvas para Ministro, e logo com a coordenação política do Governo. Por si só cada decisão partia as porcelanas expostas na Loja, em conjunto estão prestes a destruir a Loja (leia-se governo).

   O primeiro caso, foi uma teimosia do Primeiro-ministro, face a uma promessa da campanha eleitoral, que se sabia desde o início iria causar sérias dificuldades de funcionamento. Era um sinal de contenção (tal como as viagens de avião em classe turística, que afinal são uma borla da TAP).

   Em ambos os casos trata-se de medidas para palerma (eleitor) ver.

   Já a nomeação de Miguel Relvas era mais difícil de evitar, pois era difícil a Pedro Passos Coelho descartar-se de quem durante 5 ou 6 anos esteve solidariamente a seu lado, parte dos quais sozinho ou quase antes da ascensão política do futuro Primeiro-ministro ganhar fôlego.

Miguel Relvas foi o seu mentor (a par do Engº. Ângelo Correia), o apoio constante, o conselheiro, o porta-voz, e se calhar o seu motorista.

   Era incontornável pois a sua nomeação, em prova de reconhecimento pessoal, mas mostrando que não conhece o Princípio de Peter.

   Se calhar não vinha dessa nomeação mal ao mundo se Miguel Relvas tivesse outro perfil. Mas cada um é como Deus o fez.

   No entanto devido ao tal alinhamento das estrelas, ou seja com a decisão do Tribunal de Contas, que lhe abriu as portas (não confundir com o MNE) a todas as decisões impopulares que seja necessário tomar sobre cortes ou aumento de impostos, que ficam por conta do TC, e com a mais absoluta fragilização política de Miguel Relvas, que por uma questão de bom senso e até de solidariedade para com quem o nomeou, se deveria demitir, Pedro Passos Coelho, está absolutamente à vontade para remodelar o governo e lançar um conjunto de medidas visando a melhoria, progressiva, das condições de vida dos portugueses.

   Aqui fica, resumidamente um conjunto de sugestões, quem sou eu para dar conselhos, que o ajudariam a criar um clima mais desanuviado na sociedade portuguesa:

   - Vá uns dias de férias (8, não mais que a vida no Algarve está cara);

   - Fale com o parceiro de coligação;

   - Promova um ou dois secretários de estado a ministro, com a criação de novos Ministérios, eliminando assim algumas das incongruências existentes.

   - Substitua Miguel Relvas por um ministro competente, rigoroso e credível;

   - Avance com um discurso mobilizador.

   Verá que o País agradece e dará um passo em frente para ultrapassar esta maldada crise.

   No fim não se esqueça de ira a Fátima (não precisa de ir a pé, pois tem mais que fazer) agradecer o alinhamento das estrelas e dos astros.

   Os mais crentes dirão que foi a intervenção da Nossa Senhora.

   Boas Férias

 

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Estado de Alma: Expectante
Livro: Discurso do Método
publicado por Lanzas às 19:27

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Terça-feira, 12 de Junho de 2012

ARTUR SANTOS SILVA - UMA LIÇÃO DE POLÍTICA ECONÓMICA

   "... E ter inflação. Era muito mais fácil resolver esta crise na Europa se tivéssemos um pouco mais de inflação. Porque ajudava a resolver os problemas do défice púbico em relação ao PIB, porque em termos reais o que interessa é o crescimento nominal do PIB, e adicionavam-se os valores da inflação. A dívida pública em relação ao PIB desvalorizava. E os países menos competitivos que precisassem de corrigir por via dos salários a competitividade, era de uma maneira mais disfarçada. Basta lembrarmo-nos como em 83-85, com uma inflação muito alta conseguimos corrigir a competitividade, porque os ajustamentos de salários não se fez à mesma velocidade dos ajustamentos exigidos pela inflação. Há uma anestesia. Mais fácil do que cortar nos salários das pessoas. Esta via de que só agora se está a falar, seria muito mais fácil ..."

   Esta aula de sapiência sobre política económica está incluída na entrevista que Artur Santos Silva, Presidente da Gulbenkian, concedeu a Clara Ferreira Alves, e foi publicada na  Revista do Expresso no último sábado.

   Dirão os "sábios" que não é nada de novo, e têm razão. Dirão os cépticos que o Governo não pode fazer nada, porque não tem grande capacidade de intervenção sobre a inflação, e é verdade. Então o que fazer? Explicar, explicar, explicar.

   Não pelo Ministro Vítor Gaspar, que pese o facto de ser, porventura, o melhor ministro do governo já cansa. Mas por alguém que com uma voz límpida e com garra,  pegasse em meia dúzia de gráficos, verdadeiros, e com u explicações simples, levasse as pessoas a compreender que o que estamos a passar, é quase um inferno. Mas a alternativa era mesmo o inferno inteiro.

   Será que isto, que todas as pessoas credíveis, que estão fora do governo, andam há meses a dizer, e o que aqui se escreve não conta para o totobola,  só o governo parece não querer compreender.

   Não menosprezem o povo, nem a sua infinita sabedoria, sabe-se lá vinda de onde, como diria o Karikas "homem de experiência feita na dura faina do mar e de muita tanga em terra ..."

   Já muita boa gente se arrependeu por isso. Não lhe queiram seguir as pisadas, para bem de todos.

 

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Estado de Alma: Um bom aluno
Livro: A Casa da Sabedoria
publicado por Lanzas às 10:27

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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

TÃO AMIGOS QUE ELES SÃO!

 


 

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Estado de Alma: Em máxima segurança
Livro: Segurança Máxima
publicado por Lanzas às 20:57

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Sábado, 26 de Maio de 2012

OBVIA...MENTE. DEMITA-O

    Fomos dos que nos indignamos contra as malfeitorias feitas no tempo do ex-Primeiro Ministro, com as tentativas de domínio da comunicação social, que podem não terem sido crimes públicos, não foram com toda a certeza, senão a PGR, e o Supremo Tribunal de Justiça teriam actuado, mas que politicamente estão mais que provados, e dos que julgamos que com uma nova maioria decente, isso não voltaria a suceder, pelo que nos sentimos duplamente enganados.

   Quando foi eleito tivemos a oportunidade de dirigir ao concidadão Pedro Passos Coelho, uma carta aberta na qual lhe pedíamos que o seu único critério para as nomeações políticas que se iriam suceder fosse a competência.

   Claro que não nos leu, mas mesmo que o tivesse feito não levaria em conta o nosso pedido, pois tinha compromissos a honrar. O homem que andou com  ele dez anos ao colo tinha de ser premiado. E foi-o de tal forma,  que o feitiço se virou contra o feiticeiro. Isto é  aquele que deveria ser um escudo e um apoio permanente do Primeiro Ministro, que deveria estar para lá de todas as querelas, foi exactamente quem abriu as portas às feras, e de tal forma as abriu que acabou  devorado por elas , correndo-se agora o risco de estas não pararem, pois tendo tomado o gosto, podem querer devorar para além do suposto domador, o dono do circo, isto é quem não levou em conta que as nomeações deviam ter por único fundamento a competência, o que não é manifestamente o caso.

   Compreende-se que neste momento qualquer decisão seja difícil de tomar.  Miguel Relvas  não vai sair pelo seu próprio pé, porque isso seria assumir as culpas que realmente tem, mas que se recusa a assumir. Pedro Passos Coelho resiste a demiti-lo por solidariedade pessoal, respeitável, mas também porque isso no seio da coligação terá consequências. O CDS, numa remodelação do Governo vai querer contrapartidas, publicas ou privadas. Pela competência e pela solidariedade demonstrada no seio da coligação.

   Por outro lado,  ao PS não convém que Miguel Relvas saia, pois assim tem um Coelho, quero dizer um Relvas, no tacho a ser cozinhado em lume brando, quanto mais brando melhor, para nos momentos próprios aquecer o debate.

   Há exemplos de Presidentes da Republica que se demitiram por menos, mas isso foi em países de gente inculta e sem respeito pela democracia, como por exemplo a Alemanha.

   Por cá vão aguentar enquanto puderem a situação, e quando já não puderem mais, começarão a disparar a torto e a direito clamando contra os inimigos da democracia que não respeitam a vontade dos eleitores. Poetas.

   A resposta por escrito ao Expresso, do ainda Ministro Miguel Relvas, às cinco perguntas, por escrito, que lhe foram colocadas por aquele jornal, são um hino à hipocrisia política, e deveriam obrigatóriamente fazer parte do manual para captação de novos Miguel Relvas que a Universidade de Verão do PSD todos os anos promove.

   Se o Eça ainda andasse entre nós tinha ao seu dispor uma personagem das Arábias para retratar.

   Como não está, em nome da democracia, da liberdade de imprensa, da sanidade mental dos portugueses, e contra os recados, os telefonemas, os sms e demais formas de pressão dos ministros, adjuntos, chefes de gabinete e outros ..., senhor Primeiro Ministro:

   DEMITA-O, OBVIAMENTE !

 

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Estado de Alma: Obviamente ...
Livro: Era uma Vez um rapaz
publicado por Lanzas às 20:27

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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

O ELO MAIS FRACO

   O Ministro Miguel Relvas, é manifestamente o elo mais fraco deste Governo, que vai levando, pela arreata, o Povo Português à exaustão.

   Parte por culpa dele, que deveria ter tido a humildade de reconhecer que não está talhado para as tarefas ciclópicas que lhe foram atribuídas, e uma grande parte de quem lhe atribuiu esse conjunto de funções, que em circunstâncias normais, seriam difíceis de executar por uma só pessoa, e que nas actuais, se revelaram impossíveis de conseguir.

   Com efeito reunir numa só pessoa aquilo que o Ex-Primeiro Ministro fez com dois dos seus principais Adjuntos, Pedro Silva Pereira, como ideólogo, e cardeal, e Santos Silva como policia e malhador, ultrapassa a razoabilidade. 

    Convenhamos que igualar a soma destas duas forças, só era possível se o homem fosse um génio. E não é. Manifestamente não é.

   Apesar de gostar de malhar, neste caso na esquerda, como o anterior policia gostava de malhar na direita, falta-lhe a sua malícia, e apesar de ter possibilidade de influenciar as decisões do Príncipe, falta-lhe o talento.

   Mas tudo isto seriam detalhes se não se tivesse deixado enredar num filme série B, já visto muitas vezes, com uma redactora do Jornal Público.

   Os governantes  têm em geral, uma conduta pouco ortodoxa com os jornalistas, convictos que estão de serem capazes de os manipular. Puro engano. Hoje os políticos são os usados, e são os jornalistas quem os colocam a jeito, para depois os ridicularizar.

   Em que País democrático se veria na televisão um Presidente da Republica a falar com a boca cheia de bolo rei? Na Venezuela? Na Russia? Em Angola? Na Coreia do Norte?

   Hoje quando os políticos dão uma dica, quando oferecem uma noticia em primeira mão, ou quando procuram uma vantagem editorial, estão a pôr-se a jeito para situações como aquela em que Miguel Relvas se viu envolvido. Deviam saber isso.

   Temos escrito que o actual Governo não tem sabido explicar aos portugueses nem a dimensão da crise, nem as medidas aplicadas e muito menos as consequências da não aplicação dessas mesmas medidas ou outras similares, mas essas explicações não deveriam ser dadas à porta do café, passe o exagero, como se pode observar em qualquer telejornal.

   Não é à saída de um qualquer evento, e quando convém, que se atiram umas atoardas para o ar, para justificar qualquer coisa, mas quando não convém  refugiarem-se num "não é o lugar próprio".

   Não é quando não convém, o Primeiro Ministro afirmar que não comenta no estrangeiro a politica nacional, mas quando lhe convém fazer declarações públicas, com o Primeiro Ministro do País anfitrião ao lado, durante uma qualquer visita oficial. É feio.

   E a falta de coerência paga-se caro.

   A falta de coerência de Miguel Relvas é barata. É só demitir-se.

 

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Estado de Alma: Relvado
Livro: Palavras Cínicas
publicado por Lanzas às 09:57

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Domingo, 20 de Maio de 2012

O COISO E AS COISAS

   O Coiso (Ministro Álvaro Santos Pereira) sabe mais da Coisa (Política) do que julgam os Coisos (Partidos e Analistas da Coisa).

   Quando a Coisa (Economia) corre mal o Coiso (Ministro) "amanda" uns Coisos (Pasteis de Nata) para o ar e a malta embarca na Coisa (Conversa da treta).

   Como o Coiso (Ministro) reconheceu, mas sobretudo a Coisa (População) já tinha, há muito, sentido na pele, o Coiso (Desemprego) aumentou brutalmente,  e segundo o outro Coiso (Primeiro Ministro) o Coiso (Desemprego) ainda vai aumentar.

   O Coiso (Ministro) diz que a Coisa (Dívida Pública) que o antigo Coiso (Ex-Primeiro Ministro) deixou é que é culpada da Coisa (Economia de pernas para o ar), e por isso é que eles tiveram de chamar a Coisa (Troika), mas segundo os outros Coisos (os antigos Ministros e actuais Deputados PS) a Coisa (Divida) tinha de ser mesmo assim, para diminuir o Coiso (Desemprego)

   Era preciso injectar Coiso (Dinheiro) nas Coisas (Empresas) e então vá de fazer Coisas (Por exemplo Auto Estradas) que não serviam  para nada a não ser isso mesmo: Dar Coiso (Dinheiro) aos Coisos (Amigos). Ainda quiseram fazer mais Coisas (TGV e Aeroporto, Outra Ponte sobre o Tejo) exactamente por causa dessa Coisa (Dinheiro), e para isso até nomearam um Coiso (Ministro das Obras Publicas) só para assinar Coisas (Contratos) que não podia, pois não tinham Coiso (Visto do Tribunal de Contas), e agora são os Coisos (Contribuintes) que têm de pagar as Coisas (Indemnizações), porque os Coisos (Amigos) do antigo Coiso (Governo) querem a Coisa (Indemnização), que segundo eles é muita Coisa (Dinheiro)

   É por essas e por outras, que o Coiso (Dinheiro), apesar dos Coisos (Impostos) bárbaros que os Coisos (Contribuinte) estão a pagar, está escasso para tanta Coisa (Dívida Publica), que o Coiso (Ex-Primeiro Ministro) nos deixou, para ir viver dos Coisos (Rendimentos) para a Coisa (Cidade Luz, vulgo Paris).

   O objectivo  é ver se consegue um Coiso (Diploma), a sério, para depois arranjar um Coiso (Trabalho).

   Coisa que ele nunca fez na vida, porque o Coiso que ele tem não vale Coisa nenhuma.

   Agora ninguém sabe é como ele tem tanto Coiso, porque a Coisa lá por Paris está cara como o Coiso.

   Mas isso já são outras Coisas.

   Embora ainda não tenha perdido a esperança de saber umas Coisas acerca dessa Coisa.

   Assim os Coisos e o próximo Coiso queiram.

   Estão a ver a Coisa, não estão?

  

 

Duas Coisas: 1 - A parte final do Post não tem tradução por causa das Coisas.

                    2 - Estão a ver como o Coiso (Álvaro Santos Pereira) sabe da Coisa (Política)? Não se tinham esquecido já do Coiso (Desemprego) e dos Coisos (Pasteis de Nata)?

 

{#emotions_dlg.chat}Coiso: 481

 

  

Estado de Alma: A Comer um Coiso
Livro: Les DIsparus
publicado por Lanzas às 12:07

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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

SUBSÍDIOS PARA QUE VOS QUERO

   Ficamos agora a saber que o corte de subsídios dos funcionários públicos e pensionistas vai atingir menos pessoas, pois ficam de fora os salários até 600 euros em vez dos 485 previstos na proposta de Orçamento, e quanto ao corte total de subsídios, o montante a partir do qual é aplicado passa de 1000 para 1100 euros por mês.

   Á partida trata-se  de uma boa notícia. E é certamente uma boa notícia para quem é beneficiado com a mesma. Pena é que não tenham sido mais elevados os plafonds a partir dos quais se dão os cortes parciais e totais.

   Mas analisado exclusivamente á luz da política, é  uma má noticia, pois trata-se de uma medida demagógica que merece ser condenada. E porquê? 

   Porque não se brinca com as dificuldades de quem sobrevive com 500 Euros mensais, sejam reformados ou trabalhadores no activo. Não deve ser acrescentada angustia, a quem já vive mais do que angustiado, se não é necessário impor aquilo que de forma veemente se faz crer que não tem alternativa.

   E agora vêem-nos dizer que afinal não era preciso ir tão longe, o que coloca de imediato duas questões: Não se poderá realmente subir ainda um pouco mais a fasquia a partir da qual se perde subsídio? E quanto? e em caso negativo: Porque não?

   Será que a oposição tem razão e o orçamento esconde almofadas para serem mais tarde utilizadas ao sabor das conveniências políticas do momento?

   Temos a opinião de que o Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho, ao contrário de outros, é uma pessoa séria, mas fica muito mal nesta fotografia, desnecessariamente. Temos a opinião de que Vítor Gaspar é um Ministro das Finanças competente, aliás tal como o anterior Ministro das Finanças, cujo pecadilho maior foi ter pactuado tempo de mais com uma política demagógica que fazia da promessa a moeda de troca para se manterem no poder.

   No entanto neste caso concreto Vítor Gaspar esteve francamente mal, e das duas uma: Ou errou nas contas e afinal não é tão competente quanto isso, ou cedeu à demagogia para calar a voz dos que se opuseram à medida inicial e perde a credibilidade, que no seu lugar e neste momento concreto tanto necessita, para impor um política de austeridade e de rigor como há muito nenhum de nós tinha sentido.

   Não ganhou nada com isso. Não satisfez obviamente as oposições, e deixa no ar a ideia de que com mais umas greves vai "ao sítio".

   Que é como quem diz, cede na baixa política para se manter no poder.

   Já estive mais convencido de que com este Governo conseguíamos ultrapassar as nossas dificuldades.

   Mas começo a ter sérias dúvidas, e Deus queira que eu esteja errado.

   Para bem de todos nós.

 

 

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Estado de Alma: Subsidiado
Livro: Crítica da Razão Pura
publicado por Lanzas às 16:07

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Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

O TGV OUTRA VEZ

   Pertencemos ao elevado número de portugueses para quem não existe grande diferença entre serem governados pelo PS ou pelo PSD. Embora existam algumas diferenças programáticas entre os dois partidos, elas esbatem-se de forma acentuada face às conjunturas, aos ciclos económicos e à capacidade de quem a cada momento está no poder.

   Pertencemos também ao elevado número de portugueses que face à politica de um ex-Primeiro ministro, sem qualificação para o cargo, descredibilizado e sem uma política que desse um mínimo de esperança aos portugueses, virado para uma confrontação verbal permanente com a oposição e para uma despropositada propaganda ilusória (pelo menos), apostou numa alteração do quadro político vigente, tal como já o havia feito anteriormente mas em sentido inverso, quando o PSD face à "fuga" do seu então Primeiro Ministro eleito, arriscou na sucessão do mesmo sem ir a votos, com as nefastas consequencias conhecidas que daí advieram.

   Desta vez, para além das questões de forma, sempre importantes em política, existiam igualmente outras nomeadamente a continuação de obras faraónicas, que oportunamente aqui criticamos e apelidamos de obras do regime, tais como a construção do TGV e do Novo Aeroporto de Lisboa, que impunham uma mudança de rumo.

   Não discutimos na altura, nem agora, a importância de estarmos ligados à rede transeuropeia de transportes, nem a conveniência de construir um Novo Aeroporto que evite a canibalização das viagens aéreas por parte dos aeroportos espanhóis.

   Discutimos sim a oportunidade do lançamento de tais obras.

   Portugal está na situação de um cidadão que sabe ser um determinado medicamento importante para a manutenção da sua qualidade de vida, mas como a reforma ou o salário não chegam para o comprar resignam-se a não o tomar, com as consequências negativas que daí advém.  E isto não é demagogia. Basta falar com alguém ligado ao ramo farmacêutico, para se ouvirem histórias de pasmar.

    Julgávamos que essa megalomania estava por agora ultrapassada, porém com o avolumar das notícias avulso que vão "pingando" aqui e ali, as quais dão conta que o actual Governo se prepara para dar continuação à construção do TGV, neste momento um investimento ruinoso para os portugueses, depois de se ter oposto, enquanto oposição na anterior Legislatura, de forma frontal à sua construção  e ter feito uma campanha eleitoral durante a qual a suspensão dessa obra, tal como a do Novo Aeroporto, foi uma das principais bandeiras, é de antever o pior.

   Com efeito, e caso tal venha a acontecer trata-se de uma verdadeira VIGARICE política, que merece o mesmo repúdio que  mereceu a assinatura dos contratos para execução da obra, sem o visto do Tribunal de Contas, por parte de um antigo Ministro das Obras Públicas, cujo nome desconhecemos, para tornar a sua construção irreversível ou então proporcionar chorudas indemnizações às empresas envolvidas, e isto a poucos meses de eleições.

   Já tinhamos ficado de pé atrás com o actual Governo, que quando do lançamento do Imposto Extraordinário (vulgo corte do Subsídio de Natal) isentou os investidores financeiros do pagamento do mesmo, na senda aliás do que havia feito o anterior governo ao permitir a antecipação da distribuição de dividendos, sem que os mesmos fossem taxados, deixando no ar um sentimento de que afinal tudo continua como dantes, excepto para os mais pobres que pagam mais impostos.

   Ficamos atentos, aguardando pelo final de Setembro quando serão definitivamente decididas, dizem do Governo, as políticas em matéria de transportes.

   Espero sinceramente, tal como centenas de milhar de portugueses, não ser enganado.

   É que mesmo em política há um linha de credibilidade que não deve ser ultrapassada. Para não serem todos iguais.

 

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Estado de Alma: Agoniado (quase a vomitar)
Livro: Brevissimo Inventário
publicado por Lanzas às 13:27

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