Terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014

QUANDO NÃO ERA FIXE FALAR DAS PRAXES (I) ...

... NO DIA 1 DE OUTUBRO DE 2011, PELAS 13,37, PUBLIQUEI ESTE POST, EM RESPOSTA AO QUAL  RECEBI ALGUNS MAIL "DE CUMPRIMENTOS". 

AGORA É FACIL ESTAR CONTRA, FAZER REUNIÕES AO MAIS ALTO NÍVEL E PROIBIR.

 

Na última quinta feira pelas 9 horas da manhã a Av.do Parque das Nações entre o rio e a zona dos restaurantes apresentava o aspecto que a fotografia documenta.

   Era o rescaldo de uma das noites de Praxes Académicas.

   Sem quaisquer juizos de valor, apenas a constatação.

 

Estado de Alma:
publicado por Lanzas às 14:57

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

COMPANHEIROS DE PARTIDO

 

publicado por Lanzas às 10:27

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Terça-feira, 16 de Outubro de 2012

MAU TEMPO NO CANAL (DO PSD AÇORIANO)

   O povo açoriano, escolheu ser governado durante pelo menos mais quatro anos pelo Partido Socialista.

   Tratou-se de uma escolha judiciosa, exercida democraticamente, que não merece qualquer discussão esperando-se que o decorrer da legislatura seja de molde a mostrar a justeza da escolha.

   Na opinião de alguns observadores terá sido perdida a oportunidade de inverter um ciclo político iniciado há doze anos e protagonizado por Carlos César o qual se mostrou demasiado conflituoso, procurando e conseguindo com o apoio do governo de José Sócrates afrontar de forma desnecessária o Presidente da Republica.

   Também foram tomadas pelo Governo Regional dos Açores medidas populistas destinadas a mostrar uma falsa independência face às decisões do Governo Central  ao qual em situação de aperto acorreu para fazer face às suas dificuldades de financiamento.

   Solidários nas desgraças, Independentes na abastança, poderia ser o seu slogan.

  Mas isso são águas passadas e o futuro precisa que, em conjunto, se olhe para a frente, solidariamente, até que a bonança, que por certo há-de chegar se faça anunciar.

   Quem perdeu as eleições, Berta Cabral, perdeu-as por falta de carisma e de capacidade para mobilizar quem, ainda que descontente com a crise que o País na sua globalidade atravessa, votaria por certo numa mudança política se se considerasse representado por uma figura com capacidade para melhorar a situação vivida localmente.

   As realidades locais e os erros cometidos durante os doze anos de governação de Carlos César por si só eram mais do que suficientes para conseguir mobilizar descontentamentos e criar novas expectativas.

   Berta Cabral não acrescentou nenhuma mais valia, necessárias para fazer a diferença e nem sequer conseguiu preencher o seu próprio espaço político, o PSD, onde nem todos foram mobilizados quanto mais fazer chegar as suas propostas à população em geral.

   Foi efectivamente uma derrota pessoal, que Berta Cabral obviamente assumiu, ampliada pela falta de solidariedade, a nível nacional,  para com os seus pares, o seu Partido e sobretudo o chefe do Partido que escolheu para militar.

   Perguntou em directo na televisão se a achavam parecida com “o Pedro Passos Coelho”. Não é parecida. Em nada, mas não pelas boas razões políticas que julgava reinvindicar.

   Querer demarcar-se, atabalhoadamente, do Governo Central, do Partido a nível nacional e do Secretário-geral do partido, mostrou para além da falta de solidariedade, falta de capacidade de entendimento dos tempos e das pessoas.

   Quem não é capaz de ser solidário com os seus, quando o mar está encapelado, também não merece credibilidade para comandar o bote quando as águas estão calmas.

   É que, como açorianao Berta Cabral bem sabe, o mar de um momento para o outro se alevanta.

   E quando há mau tempo no canal só os mestres com valor são capazes de fazer a travessia em segurança.

   Berta Cabral mostrou que não tinha (valor).

publicado por Lanzas às 10:07

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Segunda-feira, 9 de Julho de 2012

BOAS FÉRIAS SENHOR PRIMEIRO MINISTRO

   Poucas vezes um Primeiro-ministro, em sérias dificuldades com a política implementada, e os erros de casting cometidos, terá encontrado um alinhamento das estrelas, dos astros, e sabe-se lá de quê mais, tão favorável.

   Senão vejamos. O governo escolhido por Pedro Passos Coelho teve na sua génese dois pescados capitais, cada um deles, por si só, capaz de mandar para o inferno as suas melhores intenções, e em conjunto tornando inevitável tal caminho.

   Os pecados capitais foram. Em primeiro lugar o número de Ministérios escolhido, criando verdadeiros elefantes, onde se exigiam felinos ágeis, para lutar contra as manadas de fugidias gazelas, (há quem lhe chame velhas raposas, e até nomes bem piores) sempre em busca das melhores pastagens: e em segundo lugar a escolha de Miguel Relvas para Ministro, e logo com a coordenação política do Governo. Por si só cada decisão partia as porcelanas expostas na Loja, em conjunto estão prestes a destruir a Loja (leia-se governo).

   O primeiro caso, foi uma teimosia do Primeiro-ministro, face a uma promessa da campanha eleitoral, que se sabia desde o início iria causar sérias dificuldades de funcionamento. Era um sinal de contenção (tal como as viagens de avião em classe turística, que afinal são uma borla da TAP).

   Em ambos os casos trata-se de medidas para palerma (eleitor) ver.

   Já a nomeação de Miguel Relvas era mais difícil de evitar, pois era difícil a Pedro Passos Coelho descartar-se de quem durante 5 ou 6 anos esteve solidariamente a seu lado, parte dos quais sozinho ou quase antes da ascensão política do futuro Primeiro-ministro ganhar fôlego.

Miguel Relvas foi o seu mentor (a par do Engº. Ângelo Correia), o apoio constante, o conselheiro, o porta-voz, e se calhar o seu motorista.

   Era incontornável pois a sua nomeação, em prova de reconhecimento pessoal, mas mostrando que não conhece o Princípio de Peter.

   Se calhar não vinha dessa nomeação mal ao mundo se Miguel Relvas tivesse outro perfil. Mas cada um é como Deus o fez.

   No entanto devido ao tal alinhamento das estrelas, ou seja com a decisão do Tribunal de Contas, que lhe abriu as portas (não confundir com o MNE) a todas as decisões impopulares que seja necessário tomar sobre cortes ou aumento de impostos, que ficam por conta do TC, e com a mais absoluta fragilização política de Miguel Relvas, que por uma questão de bom senso e até de solidariedade para com quem o nomeou, se deveria demitir, Pedro Passos Coelho, está absolutamente à vontade para remodelar o governo e lançar um conjunto de medidas visando a melhoria, progressiva, das condições de vida dos portugueses.

   Aqui fica, resumidamente um conjunto de sugestões, quem sou eu para dar conselhos, que o ajudariam a criar um clima mais desanuviado na sociedade portuguesa:

   - Vá uns dias de férias (8, não mais que a vida no Algarve está cara);

   - Fale com o parceiro de coligação;

   - Promova um ou dois secretários de estado a ministro, com a criação de novos Ministérios, eliminando assim algumas das incongruências existentes.

   - Substitua Miguel Relvas por um ministro competente, rigoroso e credível;

   - Avance com um discurso mobilizador.

   Verá que o País agradece e dará um passo em frente para ultrapassar esta maldada crise.

   No fim não se esqueça de ira a Fátima (não precisa de ir a pé, pois tem mais que fazer) agradecer o alinhamento das estrelas e dos astros.

   Os mais crentes dirão que foi a intervenção da Nossa Senhora.

   Boas Férias

 

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Estado de Alma: Expectante
Livro: Discurso do Método
publicado por Lanzas às 19:27

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Quarta-feira, 13 de Junho de 2012

MIGUEL SOUSA TAVARES E O REFERENDO À MADEIRA

   Já temos escrito aqui neste blogue, que nem sempre estamos de acordo com as posições de Miguel Sousa Tavares. Por exemplo a conhecida aversão, eventualmente com razão, que tem à internet, e ao seu povo, como chama a quem aproveita um espaço disponível para dar a conhecer, de borla, (não se recebe nada pela opinião expressa, mas também não se paga) a sua opinião, e isto porque há neste universo, pessoas correctas e outras incorrectas a escrever, como há noutros meios de comunicação. Mas isso não vem agora aqui ao caso.

   Face à posição de MST sobre a internet este post nunca  será lido por ele, exactamente porque está na internet, mas de qualquer forma, já que está escrito, vou publicar.

   Li com atenção a entrevista concedida a Mafalda Anjos e Miguel Cadete a propósito do seu novo livro, que reune "escritos políticos dos últimos sete anos", publicado na Revista do Jornal Expresso de 26 de Maio. É uma óptima entrevista, na linha de alguns dos seus escritos, porque outros, estarão eventualmente desajustados à realidade, mas isto é só a minha opinião. 

   Porém há um assunto inserido nas suas "25 ideias inconvenientes, tiradas polémicas ou causas perdidas" que me mereceram uma profunda reflexão: "Devíamos dar a independência à Madeira. Durante muitos anos indignava-me com as ameaças de independência (e algumas coisas que escreveu sobre o assunto foram mesmo bastante fortes, se bem lembro), mas hoje, eu (MST) enquanto continental e pagador de impostos, sou defensor da independência da Madeira. Quero um referendo ...".

    JÁ SOMOS DOIS!

   Portanto o desafio que aqui deixo é muito simples. Encabece, com a sua notoriedade, e com a sua natural capacidade de acesso aos meios de comunicação, e aproveitemos o que de bom a internet tem, para tentar reunir as assinaturas necessárias, para se conseguir o referendo. 

   E aqui não há anonimatos. É preciso Nome, BI, e assinatura.

   Com o seu empenho, se calhar, conseguimos mesmo recolher as assinaturas necessárias.

   É a democracia, no seu melhor.

   E atenção, que se não fizer nada, vai sobrar aquela coisinha da coerência, da qual o Frei Tomás é o expoente nmáximo.

   Vamos a isso?

 

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Estado de Alma: A referendar
Livro: Cem Poemas de Sophia
publicado por Lanzas às 11:47

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Terça-feira, 12 de Junho de 2012

ARTUR SANTOS SILVA - UMA LIÇÃO DE POLÍTICA ECONÓMICA

   "... E ter inflação. Era muito mais fácil resolver esta crise na Europa se tivéssemos um pouco mais de inflação. Porque ajudava a resolver os problemas do défice púbico em relação ao PIB, porque em termos reais o que interessa é o crescimento nominal do PIB, e adicionavam-se os valores da inflação. A dívida pública em relação ao PIB desvalorizava. E os países menos competitivos que precisassem de corrigir por via dos salários a competitividade, era de uma maneira mais disfarçada. Basta lembrarmo-nos como em 83-85, com uma inflação muito alta conseguimos corrigir a competitividade, porque os ajustamentos de salários não se fez à mesma velocidade dos ajustamentos exigidos pela inflação. Há uma anestesia. Mais fácil do que cortar nos salários das pessoas. Esta via de que só agora se está a falar, seria muito mais fácil ..."

   Esta aula de sapiência sobre política económica está incluída na entrevista que Artur Santos Silva, Presidente da Gulbenkian, concedeu a Clara Ferreira Alves, e foi publicada na  Revista do Expresso no último sábado.

   Dirão os "sábios" que não é nada de novo, e têm razão. Dirão os cépticos que o Governo não pode fazer nada, porque não tem grande capacidade de intervenção sobre a inflação, e é verdade. Então o que fazer? Explicar, explicar, explicar.

   Não pelo Ministro Vítor Gaspar, que pese o facto de ser, porventura, o melhor ministro do governo já cansa. Mas por alguém que com uma voz límpida e com garra,  pegasse em meia dúzia de gráficos, verdadeiros, e com u explicações simples, levasse as pessoas a compreender que o que estamos a passar, é quase um inferno. Mas a alternativa era mesmo o inferno inteiro.

   Será que isto, que todas as pessoas credíveis, que estão fora do governo, andam há meses a dizer, e o que aqui se escreve não conta para o totobola,  só o governo parece não querer compreender.

   Não menosprezem o povo, nem a sua infinita sabedoria, sabe-se lá vinda de onde, como diria o Karikas "homem de experiência feita na dura faina do mar e de muita tanga em terra ..."

   Já muita boa gente se arrependeu por isso. Não lhe queiram seguir as pisadas, para bem de todos.

 

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Estado de Alma: Um bom aluno
Livro: A Casa da Sabedoria
publicado por Lanzas às 10:27

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Sábado, 26 de Maio de 2012

OBVIA...MENTE. DEMITA-O

    Fomos dos que nos indignamos contra as malfeitorias feitas no tempo do ex-Primeiro Ministro, com as tentativas de domínio da comunicação social, que podem não terem sido crimes públicos, não foram com toda a certeza, senão a PGR, e o Supremo Tribunal de Justiça teriam actuado, mas que politicamente estão mais que provados, e dos que julgamos que com uma nova maioria decente, isso não voltaria a suceder, pelo que nos sentimos duplamente enganados.

   Quando foi eleito tivemos a oportunidade de dirigir ao concidadão Pedro Passos Coelho, uma carta aberta na qual lhe pedíamos que o seu único critério para as nomeações políticas que se iriam suceder fosse a competência.

   Claro que não nos leu, mas mesmo que o tivesse feito não levaria em conta o nosso pedido, pois tinha compromissos a honrar. O homem que andou com  ele dez anos ao colo tinha de ser premiado. E foi-o de tal forma,  que o feitiço se virou contra o feiticeiro. Isto é  aquele que deveria ser um escudo e um apoio permanente do Primeiro Ministro, que deveria estar para lá de todas as querelas, foi exactamente quem abriu as portas às feras, e de tal forma as abriu que acabou  devorado por elas , correndo-se agora o risco de estas não pararem, pois tendo tomado o gosto, podem querer devorar para além do suposto domador, o dono do circo, isto é quem não levou em conta que as nomeações deviam ter por único fundamento a competência, o que não é manifestamente o caso.

   Compreende-se que neste momento qualquer decisão seja difícil de tomar.  Miguel Relvas  não vai sair pelo seu próprio pé, porque isso seria assumir as culpas que realmente tem, mas que se recusa a assumir. Pedro Passos Coelho resiste a demiti-lo por solidariedade pessoal, respeitável, mas também porque isso no seio da coligação terá consequências. O CDS, numa remodelação do Governo vai querer contrapartidas, publicas ou privadas. Pela competência e pela solidariedade demonstrada no seio da coligação.

   Por outro lado,  ao PS não convém que Miguel Relvas saia, pois assim tem um Coelho, quero dizer um Relvas, no tacho a ser cozinhado em lume brando, quanto mais brando melhor, para nos momentos próprios aquecer o debate.

   Há exemplos de Presidentes da Republica que se demitiram por menos, mas isso foi em países de gente inculta e sem respeito pela democracia, como por exemplo a Alemanha.

   Por cá vão aguentar enquanto puderem a situação, e quando já não puderem mais, começarão a disparar a torto e a direito clamando contra os inimigos da democracia que não respeitam a vontade dos eleitores. Poetas.

   A resposta por escrito ao Expresso, do ainda Ministro Miguel Relvas, às cinco perguntas, por escrito, que lhe foram colocadas por aquele jornal, são um hino à hipocrisia política, e deveriam obrigatóriamente fazer parte do manual para captação de novos Miguel Relvas que a Universidade de Verão do PSD todos os anos promove.

   Se o Eça ainda andasse entre nós tinha ao seu dispor uma personagem das Arábias para retratar.

   Como não está, em nome da democracia, da liberdade de imprensa, da sanidade mental dos portugueses, e contra os recados, os telefonemas, os sms e demais formas de pressão dos ministros, adjuntos, chefes de gabinete e outros ..., senhor Primeiro Ministro:

   DEMITA-O, OBVIAMENTE !

 

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Estado de Alma: Obviamente ...
Livro: Era uma Vez um rapaz
publicado por Lanzas às 20:27

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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

O ELO MAIS FRACO

   O Ministro Miguel Relvas, é manifestamente o elo mais fraco deste Governo, que vai levando, pela arreata, o Povo Português à exaustão.

   Parte por culpa dele, que deveria ter tido a humildade de reconhecer que não está talhado para as tarefas ciclópicas que lhe foram atribuídas, e uma grande parte de quem lhe atribuiu esse conjunto de funções, que em circunstâncias normais, seriam difíceis de executar por uma só pessoa, e que nas actuais, se revelaram impossíveis de conseguir.

   Com efeito reunir numa só pessoa aquilo que o Ex-Primeiro Ministro fez com dois dos seus principais Adjuntos, Pedro Silva Pereira, como ideólogo, e cardeal, e Santos Silva como policia e malhador, ultrapassa a razoabilidade. 

    Convenhamos que igualar a soma destas duas forças, só era possível se o homem fosse um génio. E não é. Manifestamente não é.

   Apesar de gostar de malhar, neste caso na esquerda, como o anterior policia gostava de malhar na direita, falta-lhe a sua malícia, e apesar de ter possibilidade de influenciar as decisões do Príncipe, falta-lhe o talento.

   Mas tudo isto seriam detalhes se não se tivesse deixado enredar num filme série B, já visto muitas vezes, com uma redactora do Jornal Público.

   Os governantes  têm em geral, uma conduta pouco ortodoxa com os jornalistas, convictos que estão de serem capazes de os manipular. Puro engano. Hoje os políticos são os usados, e são os jornalistas quem os colocam a jeito, para depois os ridicularizar.

   Em que País democrático se veria na televisão um Presidente da Republica a falar com a boca cheia de bolo rei? Na Venezuela? Na Russia? Em Angola? Na Coreia do Norte?

   Hoje quando os políticos dão uma dica, quando oferecem uma noticia em primeira mão, ou quando procuram uma vantagem editorial, estão a pôr-se a jeito para situações como aquela em que Miguel Relvas se viu envolvido. Deviam saber isso.

   Temos escrito que o actual Governo não tem sabido explicar aos portugueses nem a dimensão da crise, nem as medidas aplicadas e muito menos as consequências da não aplicação dessas mesmas medidas ou outras similares, mas essas explicações não deveriam ser dadas à porta do café, passe o exagero, como se pode observar em qualquer telejornal.

   Não é à saída de um qualquer evento, e quando convém, que se atiram umas atoardas para o ar, para justificar qualquer coisa, mas quando não convém  refugiarem-se num "não é o lugar próprio".

   Não é quando não convém, o Primeiro Ministro afirmar que não comenta no estrangeiro a politica nacional, mas quando lhe convém fazer declarações públicas, com o Primeiro Ministro do País anfitrião ao lado, durante uma qualquer visita oficial. É feio.

   E a falta de coerência paga-se caro.

   A falta de coerência de Miguel Relvas é barata. É só demitir-se.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 482

Estado de Alma: Relvado
Livro: Palavras Cínicas
publicado por Lanzas às 09:57

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Domingo, 20 de Maio de 2012

O COISO E AS COISAS

   O Coiso (Ministro Álvaro Santos Pereira) sabe mais da Coisa (Política) do que julgam os Coisos (Partidos e Analistas da Coisa).

   Quando a Coisa (Economia) corre mal o Coiso (Ministro) "amanda" uns Coisos (Pasteis de Nata) para o ar e a malta embarca na Coisa (Conversa da treta).

   Como o Coiso (Ministro) reconheceu, mas sobretudo a Coisa (População) já tinha, há muito, sentido na pele, o Coiso (Desemprego) aumentou brutalmente,  e segundo o outro Coiso (Primeiro Ministro) o Coiso (Desemprego) ainda vai aumentar.

   O Coiso (Ministro) diz que a Coisa (Dívida Pública) que o antigo Coiso (Ex-Primeiro Ministro) deixou é que é culpada da Coisa (Economia de pernas para o ar), e por isso é que eles tiveram de chamar a Coisa (Troika), mas segundo os outros Coisos (os antigos Ministros e actuais Deputados PS) a Coisa (Divida) tinha de ser mesmo assim, para diminuir o Coiso (Desemprego)

   Era preciso injectar Coiso (Dinheiro) nas Coisas (Empresas) e então vá de fazer Coisas (Por exemplo Auto Estradas) que não serviam  para nada a não ser isso mesmo: Dar Coiso (Dinheiro) aos Coisos (Amigos). Ainda quiseram fazer mais Coisas (TGV e Aeroporto, Outra Ponte sobre o Tejo) exactamente por causa dessa Coisa (Dinheiro), e para isso até nomearam um Coiso (Ministro das Obras Publicas) só para assinar Coisas (Contratos) que não podia, pois não tinham Coiso (Visto do Tribunal de Contas), e agora são os Coisos (Contribuintes) que têm de pagar as Coisas (Indemnizações), porque os Coisos (Amigos) do antigo Coiso (Governo) querem a Coisa (Indemnização), que segundo eles é muita Coisa (Dinheiro)

   É por essas e por outras, que o Coiso (Dinheiro), apesar dos Coisos (Impostos) bárbaros que os Coisos (Contribuinte) estão a pagar, está escasso para tanta Coisa (Dívida Publica), que o Coiso (Ex-Primeiro Ministro) nos deixou, para ir viver dos Coisos (Rendimentos) para a Coisa (Cidade Luz, vulgo Paris).

   O objectivo  é ver se consegue um Coiso (Diploma), a sério, para depois arranjar um Coiso (Trabalho).

   Coisa que ele nunca fez na vida, porque o Coiso que ele tem não vale Coisa nenhuma.

   Agora ninguém sabe é como ele tem tanto Coiso, porque a Coisa lá por Paris está cara como o Coiso.

   Mas isso já são outras Coisas.

   Embora ainda não tenha perdido a esperança de saber umas Coisas acerca dessa Coisa.

   Assim os Coisos e o próximo Coiso queiram.

   Estão a ver a Coisa, não estão?

  

 

Duas Coisas: 1 - A parte final do Post não tem tradução por causa das Coisas.

                    2 - Estão a ver como o Coiso (Álvaro Santos Pereira) sabe da Coisa (Política)? Não se tinham esquecido já do Coiso (Desemprego) e dos Coisos (Pasteis de Nata)?

 

{#emotions_dlg.chat}Coiso: 481

 

  

Estado de Alma: A Comer um Coiso
Livro: Les DIsparus
publicado por Lanzas às 12:07

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Domingo, 6 de Maio de 2012

ELEIÇÕES EM FRANÇA

 

 

 

{#emotions_dlg.chat}Post 478

Estado de Alma: Europeu (aflito)
Livro: L'Arbre des possibles
publicado por Lanzas às 18:57

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