Terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014

QUANDO NÃO ERA FIXE FALAR DAS PRAXES (I) ...

... NO DIA 1 DE OUTUBRO DE 2011, PELAS 13,37, PUBLIQUEI ESTE POST, EM RESPOSTA AO QUAL  RECEBI ALGUNS MAIL "DE CUMPRIMENTOS". 

AGORA É FACIL ESTAR CONTRA, FAZER REUNIÕES AO MAIS ALTO NÍVEL E PROIBIR.

 

Na última quinta feira pelas 9 horas da manhã a Av.do Parque das Nações entre o rio e a zona dos restaurantes apresentava o aspecto que a fotografia documenta.

   Era o rescaldo de uma das noites de Praxes Académicas.

   Sem quaisquer juizos de valor, apenas a constatação.

 

Estado de Alma:
publicado por Lanzas às 14:57

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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013

O ORÇAMENTO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO

Não sei se o Orçamento aprovado pela Assembleia da Republica para vigorar no ano de 2013 é ou não inconstitucional, pois julgo que tal depende do ponto de partida onde cada observador se coloca. Basta observar que até entre os melhores constitucionalistas existem opiniões contraditórias.

 

Porém o espectáculo que se observa do envio de pedidos de verificação por tudo o que mexe politicamente em Portugal para o Tribunal Constitucional é absolutamente ridículo, atingido aspectos caricaturais com o envio de pedidos exactamente iguais aquele que já fora enviado para análise pelo Presidente da Republica.

 

Ora estas situações configuram a procura da judicialização do sistema democrático, com aqueles que não estão de acordo com as decisões políticas tomadas a recorrerem aos tribunais para procurar fazer vencer os seus pontos de vista, o que é democraticamente muito perigoso.

 

Isto não invalida que não deva ser verificada a constitucionalidade das leis, mas para isso devia bastar o Presidente da Republica e o próprio Tribunal Constitucional, o qual que deveria chamar a si, sem necessidade de intermediários, a fiscalização constitucional de leis que considerasse poderem estar feridas dessa mesma constitucionalidade.

 

A bagunça instalada com a preocupação de constitucionalidade do orçamento, traz à lembrança quanta razão tinha o General romano, que informou o Imperador sobre um povo que habitava na parte mais ocidental da Ibéria:"É um povo muito estranho que não se governa nem se deixa governar”.

 

É pena que os que se mostram tão activos nesta luta a favor da constitucionalidade do orçamento, não tenham lutado pela inconstitucionalidade das medidas orçamentais que levaram o país à bancarrota. Teriam evitado muito sofrimento ao povo português e o triste espetaculo que estão a dar.

 

Mas o mal está feito e não merece a pena carpir mágoas. Aproveite-se então a ocasião para alterar o que está mal, nomeadamente os prazos para a aprovação do orçamento, de forma a criarem-se condições para o mesmo possa ser enviado previamente ao Tribunal Constitucional para este decidir se cumpre ou não aquilo que está constitucionalmente estabelecido, antes de o Presidente da Republica dispor da sua capacidade política de o vetar ou não.

 

É tão simples e tão óbvio que se pode concluir que só não é aplicado porque esta espécie de democracia em que vivemos alimenta-se das suas próprias incongruências para justificar os lugares absolutamente dispensáveis que muita gente sem qualquer capacidade ocupa e dos quais não quer abdicar, umas vezes nos círculos do poder outros no da oposição

 

Mas sempre a viver à custa do orçamento.

Estado de Alma: Orçamentado e Mal Pago
publicado por Lanzas às 15:54

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Sábado, 3 de Novembro de 2012

CHOVE EM LISBOA

publicado por Lanzas às 17:57

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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012

HÁ PRAXES FIXES. HÁ PRAXES QUE SÃO UMA VERGONHA!

   Declaração de Interesses: Tenho alguma aversão intrínseca às praxes.

   Ano após ano as praxes académicas,  durante as quais são sempre assinalados inúmeros casos de violência física e psicológica sobre os caloiros, incluindo abusos sexuais, tal como as andorinhas na Primavera, estão de volta a partir de meados de Setembro.

   As praxes académicas que são um resquício do que foi a jurisdição especial do “foro académico”, na época distinto da “lei civil”, deveriam ser por definição um conjunto de práticas salutares destinadas a contribuir para uma melhor adaptação e integração dos novos alunos que ingressam no ensino superior e portanto muito úteis.

    Sucede que quando  estas práticas são mal interpretadas ou mal exercidas, tendem a criar a ilusão de um poder, ainda que efémero, sem controlo, que provoca vertigens tornando as praxes académicas um tema controverso sem que a sociedade em geral se interrogue, como devia, sobre a violência desnecessária e gratuita praticada ao abrigo das mesmas.

   Os seus defensores sustentam que as praxes académicas facilitam o relacionamento entre os caloiros e os veteranos, que os podem ajudar ao longo da sua vida académica.

   Porém o que se verifica na prática é que alguns veteranos, sobretudo os mais novos entre estes, se transformam em pequenos tiranetes por vezes devido aos espíritos toldados por excessos de consumos, infligindo (é o termo), sem controlo, verdadeiras torturas que se aproximam em muito da coação física, mental e psicológica das vítimas, os caloiros.

   Quando entram em roda livre, normalmente acabam mal. 

   Em Abril deste ano foram suspensas as praxes em Coimbra, por decisão do Conselho de Veteranos, depois de duas caloiras se terem queixado de atropelos às normas e de terem sido atingidas por veteranos na cara e na cabeça.

   Já neste novo ano lectivo foram suspensas as praxes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Beja (ESTIG), que integra o Politécnico desta cidade.

   Num comunicado divulgado pelo curso de Gestão de Empresas da ESTIG, lê-se que "a colega não executou qualquer tipo de esforço físico ou foi sujeita à prática de qualquer praxe psicológica", o que por si só representa a assunçao de que tais práticas são habituais.

   Outras praxes traduzem-se em manifestações gratuitas e atitudes no mínimo ridículas. Quem, por exemplo, atravessar com alguma regularidade os jardins que circundam o campus da Cidade Universitária em Lisboa, nomeadamente em frente da Faculdade de Ciências, pode assistir durante praticamente todo o ano lectivo ao degradante espetáculo público oferecido, em que sobretudo as caloiras são vitimas de constantes provocações de cariz de sexual estimulando o seu espírito de represália para com as sua futuras vítimas, os próximos caloiros.

   As horas gastas por esse país fora, por dezenas e dezenas de jovens, na flor da idade, “doutores” e caloiros, se fossem utilizadas em atos de solidariedade para com a sociedade, por exemplo a prestar ajuda a Instituições de Apoio a Doentes e Pessoas Carentes e outras similares, aprofundaria os laços solidariedade entre diferentes gerações e entre a sociedade civil e a academia e ajudaria a uma integração saudável dos novos estudantes.

   Felizmente já existem casos merecedores dos maiores encómios, dentro desta linha de actuação, de que realço dois, dos quais tive conhecimento através da imprensa:

   Numa iniciativa da Associação de Estudantes do alunos do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, cerca de 400 caloiros e outros tantos “veteranos” encheram-se de brio e munidos de rolos, trinchas e 1500 litros de tinta apagaram ‘graffitis’ e taparam fendas que enchiam a capela, a escola primária, os balneários e o centro de saúde, vizinhos do seu estabelecimento de ensino superior, no bairro da Ajuda, em Lisboa.

   “As praxes estavam a tornar-se demasiado iguais, se calhar demasiado violentas”, justificou o presidente da Associação de Estudantes do ISCSP.

   E um caloira realçou o "dois em um da iniciativa, que a dispensa de praxes mais constrangedoras, pois para além de estarem a ser praxados, estavam a ajudar a comunidade".

   Noutra iniciativa, desta vez da Faculdade de Direito da Universidade Católica (Lisboa) os caloiros embalaram cerca de 1500 Kits de material escolar, recebidos pela Instituição Entrajuda, para distribuir por crianças carenciadas.

   Em resumo:

   HÁ PRAXES QUE SÃO FIXES. HÁ PRAXES QUE SÃO UMA VERGONHA!

publicado por Lanzas às 09:47

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Quinta-feira, 14 de Junho de 2012

SER CAPITÃO É SER LÍDER

   Declaração de Interesses: Não conheço, pessoalmente, Cristiano Ronaldo, nem nunca fui atirado ao rio.

   Cristiano Ronaldo é reconhecido por todos os que entendem de futebol, como um génio da bola. É pois um dado adquirido, que não adianta contraditar.

   Já o mesmo não se pode dizer quanto à sua escolha para capitão da Selecção Nacional de Futebol. Foi, é, e provavelmente continuará a ser, um erro de casting.

   Pode ser o melhor jogador da Selecção, mas não tem as características de um líder. Não é motivador para os colegas, não é uma referência, nem tem a capacidade de puxar para a frente, quando tudo parece andar para trás o que só quem tem carisma consegue. Em resumo não tem capacidade de liderança.

   Antes pelo contrário, assim que as coisas lhe começam a correr mal é uma fonte de desânimo, que naturalmente se transmite aos colegas.   

   Ainda nos recordamos de capitães da Selecção como Coluna, João Pinto (do FCP), e tantos outros, provavelmente menos credenciados tecnicamente, mas que eram exemplos de luta, de abnegação, de garra, de força de vontade e  de uma motivação constante, capazes de arrastar atrás de si os colegas. E na actual Selecção existem jogadores com essas características.

   Calvin Coolidge, 30º Presidente dos Estados Unidos da América, proferiu uma frase que deveria estar inscrita, em letras garrafais, em todos os locais por onde os nossos jogadores passam:

"Nada é mais importante que a perseverança, nem o próprio talento".

    E já agora, um pouco mais de humildade, também vinha a calhar.

 

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Estado de Alma: A Festejar
Livro: Combateremos a Sombra
publicado por Lanzas às 11:27

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Sábado, 26 de Maio de 2012

OBVIA...MENTE. DEMITA-O

    Fomos dos que nos indignamos contra as malfeitorias feitas no tempo do ex-Primeiro Ministro, com as tentativas de domínio da comunicação social, que podem não terem sido crimes públicos, não foram com toda a certeza, senão a PGR, e o Supremo Tribunal de Justiça teriam actuado, mas que politicamente estão mais que provados, e dos que julgamos que com uma nova maioria decente, isso não voltaria a suceder, pelo que nos sentimos duplamente enganados.

   Quando foi eleito tivemos a oportunidade de dirigir ao concidadão Pedro Passos Coelho, uma carta aberta na qual lhe pedíamos que o seu único critério para as nomeações políticas que se iriam suceder fosse a competência.

   Claro que não nos leu, mas mesmo que o tivesse feito não levaria em conta o nosso pedido, pois tinha compromissos a honrar. O homem que andou com  ele dez anos ao colo tinha de ser premiado. E foi-o de tal forma,  que o feitiço se virou contra o feiticeiro. Isto é  aquele que deveria ser um escudo e um apoio permanente do Primeiro Ministro, que deveria estar para lá de todas as querelas, foi exactamente quem abriu as portas às feras, e de tal forma as abriu que acabou  devorado por elas , correndo-se agora o risco de estas não pararem, pois tendo tomado o gosto, podem querer devorar para além do suposto domador, o dono do circo, isto é quem não levou em conta que as nomeações deviam ter por único fundamento a competência, o que não é manifestamente o caso.

   Compreende-se que neste momento qualquer decisão seja difícil de tomar.  Miguel Relvas  não vai sair pelo seu próprio pé, porque isso seria assumir as culpas que realmente tem, mas que se recusa a assumir. Pedro Passos Coelho resiste a demiti-lo por solidariedade pessoal, respeitável, mas também porque isso no seio da coligação terá consequências. O CDS, numa remodelação do Governo vai querer contrapartidas, publicas ou privadas. Pela competência e pela solidariedade demonstrada no seio da coligação.

   Por outro lado,  ao PS não convém que Miguel Relvas saia, pois assim tem um Coelho, quero dizer um Relvas, no tacho a ser cozinhado em lume brando, quanto mais brando melhor, para nos momentos próprios aquecer o debate.

   Há exemplos de Presidentes da Republica que se demitiram por menos, mas isso foi em países de gente inculta e sem respeito pela democracia, como por exemplo a Alemanha.

   Por cá vão aguentar enquanto puderem a situação, e quando já não puderem mais, começarão a disparar a torto e a direito clamando contra os inimigos da democracia que não respeitam a vontade dos eleitores. Poetas.

   A resposta por escrito ao Expresso, do ainda Ministro Miguel Relvas, às cinco perguntas, por escrito, que lhe foram colocadas por aquele jornal, são um hino à hipocrisia política, e deveriam obrigatóriamente fazer parte do manual para captação de novos Miguel Relvas que a Universidade de Verão do PSD todos os anos promove.

   Se o Eça ainda andasse entre nós tinha ao seu dispor uma personagem das Arábias para retratar.

   Como não está, em nome da democracia, da liberdade de imprensa, da sanidade mental dos portugueses, e contra os recados, os telefonemas, os sms e demais formas de pressão dos ministros, adjuntos, chefes de gabinete e outros ..., senhor Primeiro Ministro:

   DEMITA-O, OBVIAMENTE !

 

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Estado de Alma: Obviamente ...
Livro: Era uma Vez um rapaz
publicado por Lanzas às 20:27

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Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

AGRADECIDOS. PONTO FINAL.

   É da mais elementar justiça que, em circunstâncias normais, ninguém seja obrigado a estar onde não quer estar.

   Também é verdade que a sabedoria popular diz que só faz falta quem está presente, e se alguém não quer estar, paciência.

   Ora se os autoproclamados herdeiros de Abril não querem comemorar aquilo que dizem ser o seu maior feito, não estão. Direito seu.

   Se os ex-Presidentes da Republica (incluindo aquele que em primeiro lugar pediu ajuda ao FMI) e um ex-candidato a Presidente da Republica não querem estar presentes, não estão. Direito seu.

   Acontece porém que os militares, feito o que fizeram, não tem direitos especiais sobre a Democracia, nem tiraram assinatura para nos governar para o resto da vida, até porque afirmações públicas recentes  de alguns dos principais rostos dessa aventura como Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Lourenço, fazem admitir um princípio de senilidade.  E, já agora, porque quem nos governa hoje tem a legitimidade do voto em democracia para o fazer.

   Por isso mesmo todos aqueles que hoje podem  votar livremente e falar sem constrangimentos, nem medo sobre os nossos governantes e os nossos militares, o que no tempo da outra senhora dava direito a uma estadia com pensão completa em Caxias, agradecem a quem, na nossa opinião, por interesses meramente corporativos deram corpo a uma revolta, que devido ao estado de podridão do regime anterior se transformou numa revolução. Acabaram por chegar onde nunca tinham sonhado que chegariam, governar Portugal, até porque não tinham um mínimo de preparação para tal.

   E eles sabem, que nós sabemos, que eles sabem, que é assim, e não como agora apregoam depois de procurarem reescrever a História.

   Estamos agradecidos, mas só isso. Ponto Final.

 

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Estado de Alma: Agradecido
Livro: Quantas Madrugadas Tem a Noite
publicado por Lanzas às 10:37

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Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

EM NOME DA ÉTICA DESPORTIVA

   Face ao alarmante conjunto de noticias sobre  a chamada "armadilha" montada a José Cardinali, nomeadamente a informação veiculada hoje no Diário de Noticias de que "o funcionário da empresa de Paulo Pereira Cristóvão que alegadamente depositou os dois mil euros na conta de José Cardinal terá viajado para a Madeira com um bilhete comprado a partir das instalações do Sporting", torna-se necessária uma decisão que salvaguarde a verdade desportiva e que não manche irreversivelmente uma festa do desporto nacional, nomeadamente o futebol, como é a final da Taça de Portugal.

   Assim, e caso não seja possível apurar, em tempo útil, toda a verdade sobre os eventuais factos ilícitos que têm vindo a ser publicados na imprensa, e tendo em atenção a posição assumida, tanto pelo Marítimo como pelo Nacional, que contestam cada vez com mais veemência, a presença do Sporting na final da Taça de Portugal, defendendo ambos que o "caso José Cardinal" deve ter repercussões a nível desportivo, impõe-se que, com a anuência da Académica, a mesma fosse adiada até um veredicto final sobre o assunto ter sido tornado público.

   Qualquer decisão diferente desta inquinirá definitivamente o desfecho desportivo que se vier a verificar, porque uma coisa é certa, José Cardinali foi afastado do jogo devido à queixa apresentada pelo Sporting, o que representará sempre uma pressão inadmissível sobre os árbitros, passível de punição desportiva.

   E se por exemplo o jogo se realizar e a Académica ganhar, e semanas ou meses depois se vier a decidir que o Sporting não tinha legitimidade para jogar a final. Repete-se a final?

   Por uma vez os poderes instituídos não deveriam andar a reboque de eventuais jogadas de mau gosto, mas sim anteciparem-se ao acontecimentos.

   Vamos esperar para ver.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 473

 

Estado de Alma: Goleado
Livro: Pena Suspensa
publicado por Lanzas às 16:37

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Terça-feira, 17 de Abril de 2012

SERÁ QUE O AMARELO É PRETO?

   Contra todas as expectativas está em marcha um processo de intoxicação da opinião pública pretendendo “uma clarificação” da  Lei 46/2005 relativa à "Limitação de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais".

   Uma  farsa, como tantas outras a que temos assistido, as quais conduziram este País à tragédia que estamos a viver.

   Pretendem agora os autarcas que se querem eternizar em tachos com mordomias de primeira, e nalguns casos com mordomias de mandarins, com tudo o que lhe está sujacente, que a Lei em vigor que os impede de se recandidatarem a mais de três mandatos seguidos, não é clara quanto à possibilidade de se candidatarem a outros municípios, que não apenas aquele onde exerceram nos últimos três mandatos.

  Segundo Fernando Ruas, presidente da (ANMP) - Associação Nacional de Municípios Portugueses: “A interpretação de que o cumprimento de três mandatos não impede uma recandidatura a outra autarquia parece estar a ganhar terreno”.

   Portanto estamos perante uma questão de velocidade para ver quem chega primeiro. E quando a corrida é para o tacho, todos sabemos que temos por aí uns campeões de primeira.

   Ora como quanto existem dúvidas o melhor é um exemplo simples, sem truques nem  subterfúgios,  aqui fica este exemplo que julgo esclarecedor quanto aos verdadeiros desígnios dos que querem agora “dar a volta ao texto”.

   Suponhamos esta situação, sem qualquer juízo de intenções quanto aos citados:

   De acordo com a legislação em vigor nem Luís Filipe Menezes se pode voltar a candidatar à presidência da Camara de Vila Nova de Gaia nem Rui Rio à do Porto.

   Se a Lei vier a ser interpretada da forma mais conveniente para aqueles que se querem perpetuar nos tais lugares com direito a tudo, poderia, por absurdo, simplesmente acontecer o seguinte: Luís Filipe Menezes candidata-se ao Porto e se ganhar fica lá doze anos, e Rui Rio candidata-se a Vila Nova de Gaia e se ganhar fica lá doze anos.

   Findo esse período trocam de Cidade e voltam ao princípio, e se ganharem ficam lá mais doze anos e assim sucessivamente, num sucesso sucessivo.

   Se isto não é alguém poder eternizar-se no poder, então não sei o que será.

   Entretanto é manifesto que o PSD, o partido em princípio mais prejudicado caso a Lei em vigor seja aplicada a rigor, está a aguardar melhores dias para aprovar a tal “clarificação”.

   Obviamente de acordo com os superiores interesses do País, já se vê. Nem podia ser de outra forma.

   Ora quando uma Lei de dois artigos, sendo que o segundo é para determinar a sua entrada em vigor, diz: “O presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos…” quer dizer o quê?

   Que o amarelo é preto?

   Ou será que somos todos analfabetos?

   Se querem alterar a Lei alterem, mas assumam, que aquela que está em vigor não lhes convêm.

   Mas não enganem mais os portugueses.

   Por favor!

 

{#emotions_dlg.chat}Post 471

Estado de Alma: Encornado
Livro: COMO OS POLÍTICOS ENRIQUECEM EM PORTUGAL
publicado por Lanzas às 09:37

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Sábado, 24 de Março de 2012

O CABELO DE JESUS .. E A BARBA DO MANO

 
 
{#emotions_dlg.chat}Post 467
Estado de Alma: Careca
Livro: A Casa do Rio Vermelho
publicado por Lanzas às 11:47

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