Domingo, 3 de Fevereiro de 2013

DIREITOS DOS ANIMAIS ...

... E DAS PESSOAS!

 

Notícia de ontem no SOL:

 

Os manifestantes reunidos hoje à tarde frente à Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), em Lisboa, dirigem-se para o ministério da tutela, onde estarão em vigília até às 22:00, pelos animais abatidos.

 

A iniciativa é da associação de defesa dos direitos dos animais, Animal, que pretende chamar a atenção do Governo para uma “necessária actualização legislativa sobre os direitos dos animais”, disse à Lusa a presidente desta associação, Rita Silva”.

 

OPINIÃO:

 

Podiam aproveitar o seu óbvio direito de reunião e limpar algumas das ruas de Lisboa conspurcadas pelo có-có e xi-xi, dos animais de estimação que os donos trazem à rua para fazer as suas necessidades e deixam ficar para deleite dos transeuntes.

 

Ser dono de um animal ou pugnar pelo seu bem estar é o mínimo que se pode exigir e não merece grandes reuniões, mas os direitos de cada um de nós acaba quando começam os direitos dos outros e todos temos o direito de andar em passeios que não estejam inundados de dejectos dos animais de estimação dos outros.

 

Digo eu, que gosto de animais e das PESSOAS.

Estado de Alma: conspurcado
publicado por Lanzas às 14:07

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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012

HÁ PRAXES FIXES. HÁ PRAXES QUE SÃO UMA VERGONHA!

   Declaração de Interesses: Tenho alguma aversão intrínseca às praxes.

   Ano após ano as praxes académicas,  durante as quais são sempre assinalados inúmeros casos de violência física e psicológica sobre os caloiros, incluindo abusos sexuais, tal como as andorinhas na Primavera, estão de volta a partir de meados de Setembro.

   As praxes académicas que são um resquício do que foi a jurisdição especial do “foro académico”, na época distinto da “lei civil”, deveriam ser por definição um conjunto de práticas salutares destinadas a contribuir para uma melhor adaptação e integração dos novos alunos que ingressam no ensino superior e portanto muito úteis.

    Sucede que quando  estas práticas são mal interpretadas ou mal exercidas, tendem a criar a ilusão de um poder, ainda que efémero, sem controlo, que provoca vertigens tornando as praxes académicas um tema controverso sem que a sociedade em geral se interrogue, como devia, sobre a violência desnecessária e gratuita praticada ao abrigo das mesmas.

   Os seus defensores sustentam que as praxes académicas facilitam o relacionamento entre os caloiros e os veteranos, que os podem ajudar ao longo da sua vida académica.

   Porém o que se verifica na prática é que alguns veteranos, sobretudo os mais novos entre estes, se transformam em pequenos tiranetes por vezes devido aos espíritos toldados por excessos de consumos, infligindo (é o termo), sem controlo, verdadeiras torturas que se aproximam em muito da coação física, mental e psicológica das vítimas, os caloiros.

   Quando entram em roda livre, normalmente acabam mal. 

   Em Abril deste ano foram suspensas as praxes em Coimbra, por decisão do Conselho de Veteranos, depois de duas caloiras se terem queixado de atropelos às normas e de terem sido atingidas por veteranos na cara e na cabeça.

   Já neste novo ano lectivo foram suspensas as praxes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Beja (ESTIG), que integra o Politécnico desta cidade.

   Num comunicado divulgado pelo curso de Gestão de Empresas da ESTIG, lê-se que "a colega não executou qualquer tipo de esforço físico ou foi sujeita à prática de qualquer praxe psicológica", o que por si só representa a assunçao de que tais práticas são habituais.

   Outras praxes traduzem-se em manifestações gratuitas e atitudes no mínimo ridículas. Quem, por exemplo, atravessar com alguma regularidade os jardins que circundam o campus da Cidade Universitária em Lisboa, nomeadamente em frente da Faculdade de Ciências, pode assistir durante praticamente todo o ano lectivo ao degradante espetáculo público oferecido, em que sobretudo as caloiras são vitimas de constantes provocações de cariz de sexual estimulando o seu espírito de represália para com as sua futuras vítimas, os próximos caloiros.

   As horas gastas por esse país fora, por dezenas e dezenas de jovens, na flor da idade, “doutores” e caloiros, se fossem utilizadas em atos de solidariedade para com a sociedade, por exemplo a prestar ajuda a Instituições de Apoio a Doentes e Pessoas Carentes e outras similares, aprofundaria os laços solidariedade entre diferentes gerações e entre a sociedade civil e a academia e ajudaria a uma integração saudável dos novos estudantes.

   Felizmente já existem casos merecedores dos maiores encómios, dentro desta linha de actuação, de que realço dois, dos quais tive conhecimento através da imprensa:

   Numa iniciativa da Associação de Estudantes do alunos do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, cerca de 400 caloiros e outros tantos “veteranos” encheram-se de brio e munidos de rolos, trinchas e 1500 litros de tinta apagaram ‘graffitis’ e taparam fendas que enchiam a capela, a escola primária, os balneários e o centro de saúde, vizinhos do seu estabelecimento de ensino superior, no bairro da Ajuda, em Lisboa.

   “As praxes estavam a tornar-se demasiado iguais, se calhar demasiado violentas”, justificou o presidente da Associação de Estudantes do ISCSP.

   E um caloira realçou o "dois em um da iniciativa, que a dispensa de praxes mais constrangedoras, pois para além de estarem a ser praxados, estavam a ajudar a comunidade".

   Noutra iniciativa, desta vez da Faculdade de Direito da Universidade Católica (Lisboa) os caloiros embalaram cerca de 1500 Kits de material escolar, recebidos pela Instituição Entrajuda, para distribuir por crianças carenciadas.

   Em resumo:

   HÁ PRAXES QUE SÃO FIXES. HÁ PRAXES QUE SÃO UMA VERGONHA!

publicado por Lanzas às 09:47

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Quarta-feira, 13 de Junho de 2012

MIGUEL SOUSA TAVARES E O REFERENDO À MADEIRA

   Já temos escrito aqui neste blogue, que nem sempre estamos de acordo com as posições de Miguel Sousa Tavares. Por exemplo a conhecida aversão, eventualmente com razão, que tem à internet, e ao seu povo, como chama a quem aproveita um espaço disponível para dar a conhecer, de borla, (não se recebe nada pela opinião expressa, mas também não se paga) a sua opinião, e isto porque há neste universo, pessoas correctas e outras incorrectas a escrever, como há noutros meios de comunicação. Mas isso não vem agora aqui ao caso.

   Face à posição de MST sobre a internet este post nunca  será lido por ele, exactamente porque está na internet, mas de qualquer forma, já que está escrito, vou publicar.

   Li com atenção a entrevista concedida a Mafalda Anjos e Miguel Cadete a propósito do seu novo livro, que reune "escritos políticos dos últimos sete anos", publicado na Revista do Jornal Expresso de 26 de Maio. É uma óptima entrevista, na linha de alguns dos seus escritos, porque outros, estarão eventualmente desajustados à realidade, mas isto é só a minha opinião. 

   Porém há um assunto inserido nas suas "25 ideias inconvenientes, tiradas polémicas ou causas perdidas" que me mereceram uma profunda reflexão: "Devíamos dar a independência à Madeira. Durante muitos anos indignava-me com as ameaças de independência (e algumas coisas que escreveu sobre o assunto foram mesmo bastante fortes, se bem lembro), mas hoje, eu (MST) enquanto continental e pagador de impostos, sou defensor da independência da Madeira. Quero um referendo ...".

    JÁ SOMOS DOIS!

   Portanto o desafio que aqui deixo é muito simples. Encabece, com a sua notoriedade, e com a sua natural capacidade de acesso aos meios de comunicação, e aproveitemos o que de bom a internet tem, para tentar reunir as assinaturas necessárias, para se conseguir o referendo. 

   E aqui não há anonimatos. É preciso Nome, BI, e assinatura.

   Com o seu empenho, se calhar, conseguimos mesmo recolher as assinaturas necessárias.

   É a democracia, no seu melhor.

   E atenção, que se não fizer nada, vai sobrar aquela coisinha da coerência, da qual o Frei Tomás é o expoente nmáximo.

   Vamos a isso?

 

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Estado de Alma: A referendar
Livro: Cem Poemas de Sophia
publicado por Lanzas às 11:47

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Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

PARABÉNS "LETRINHAS" ...

... PELA MAGNIFICA COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA CRIANÇA.

 

 

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Estado de Alma: Criança
Livro: Prepara o teu Filho Para a Vida
publicado por Lanzas às 20:17

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FÁTIMA FELGUEIRAS E A JUSTIÇA

   Fátima Felgueiras acaba de ser absolvida de todos os crimes de que era acusada. Convém recordar que teve de fugir, em 2003, para o Brasil, quando na eminência de ser presa preventivamente, foi informada, ao que se julga saber, por alguém altamente colocado no aparelho da justiça.

   Voltou em 2005, para se defender das acusações de que era alvo, e de passagem ganhou, novamente, as eleições para a presidência da Câmara.

   Entre repetições de julgamentos, confirmações e alterações de decisões judiciais e prescrições, Fátima Felgueiras acabou livre de todos os 23 crimes iniciais de que era acusada.

   Perante este desfecho, a conclusão a que o cidadão comum chegará é a seguinte: Se não há razões para a condenar, então não havia razões para a prender, ainda que preventivamente.

   E se tivesse ido para a cadeia em prisão preventiva, quem lhe devolvia, agora, o tempo que tivese estado presa.

   Claro que os que sabem muito de justiça, dirão outra coisa e o seu contrário, segundo os interesses que defendam.

   Mas fica um pergunta: Depois de quase quarenta anos (numero mítico) em democracia não é possível haver julgamentos justos, em tempo útil, iguais para todos?

  

 

 

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Estado de Alma: Estrelado
Livro: Escrito nas Estrelas
publicado por Lanzas às 14:37

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Domingo, 20 de Maio de 2012

O COISO E AS COISAS

   O Coiso (Ministro Álvaro Santos Pereira) sabe mais da Coisa (Política) do que julgam os Coisos (Partidos e Analistas da Coisa).

   Quando a Coisa (Economia) corre mal o Coiso (Ministro) "amanda" uns Coisos (Pasteis de Nata) para o ar e a malta embarca na Coisa (Conversa da treta).

   Como o Coiso (Ministro) reconheceu, mas sobretudo a Coisa (População) já tinha, há muito, sentido na pele, o Coiso (Desemprego) aumentou brutalmente,  e segundo o outro Coiso (Primeiro Ministro) o Coiso (Desemprego) ainda vai aumentar.

   O Coiso (Ministro) diz que a Coisa (Dívida Pública) que o antigo Coiso (Ex-Primeiro Ministro) deixou é que é culpada da Coisa (Economia de pernas para o ar), e por isso é que eles tiveram de chamar a Coisa (Troika), mas segundo os outros Coisos (os antigos Ministros e actuais Deputados PS) a Coisa (Divida) tinha de ser mesmo assim, para diminuir o Coiso (Desemprego)

   Era preciso injectar Coiso (Dinheiro) nas Coisas (Empresas) e então vá de fazer Coisas (Por exemplo Auto Estradas) que não serviam  para nada a não ser isso mesmo: Dar Coiso (Dinheiro) aos Coisos (Amigos). Ainda quiseram fazer mais Coisas (TGV e Aeroporto, Outra Ponte sobre o Tejo) exactamente por causa dessa Coisa (Dinheiro), e para isso até nomearam um Coiso (Ministro das Obras Publicas) só para assinar Coisas (Contratos) que não podia, pois não tinham Coiso (Visto do Tribunal de Contas), e agora são os Coisos (Contribuintes) que têm de pagar as Coisas (Indemnizações), porque os Coisos (Amigos) do antigo Coiso (Governo) querem a Coisa (Indemnização), que segundo eles é muita Coisa (Dinheiro)

   É por essas e por outras, que o Coiso (Dinheiro), apesar dos Coisos (Impostos) bárbaros que os Coisos (Contribuinte) estão a pagar, está escasso para tanta Coisa (Dívida Publica), que o Coiso (Ex-Primeiro Ministro) nos deixou, para ir viver dos Coisos (Rendimentos) para a Coisa (Cidade Luz, vulgo Paris).

   O objectivo  é ver se consegue um Coiso (Diploma), a sério, para depois arranjar um Coiso (Trabalho).

   Coisa que ele nunca fez na vida, porque o Coiso que ele tem não vale Coisa nenhuma.

   Agora ninguém sabe é como ele tem tanto Coiso, porque a Coisa lá por Paris está cara como o Coiso.

   Mas isso já são outras Coisas.

   Embora ainda não tenha perdido a esperança de saber umas Coisas acerca dessa Coisa.

   Assim os Coisos e o próximo Coiso queiram.

   Estão a ver a Coisa, não estão?

  

 

Duas Coisas: 1 - A parte final do Post não tem tradução por causa das Coisas.

                    2 - Estão a ver como o Coiso (Álvaro Santos Pereira) sabe da Coisa (Política)? Não se tinham esquecido já do Coiso (Desemprego) e dos Coisos (Pasteis de Nata)?

 

{#emotions_dlg.chat}Coiso: 481

 

  

Estado de Alma: A Comer um Coiso
Livro: Les DIsparus
publicado por Lanzas às 12:07

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Domingo, 6 de Maio de 2012

ELEIÇÕES EM FRANÇA

 

 

 

{#emotions_dlg.chat}Post 478

Estado de Alma: Europeu (aflito)
Livro: L'Arbre des possibles
publicado por Lanzas às 18:57

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COM PAPAS E BOLOS ...

... SE ENGANAM OS TOLOS! (Ditado Popular)

 

 Passado um período de reflexão sobre o sucedido, e analisadas quase todas as opiniões que têm sido emitidas, somos levados a concluir que a marca Pingo Doce conseguiu, provavelmente, a mais bem sucedida campanha, na história da publicidade em Portugal.

 Não sendo inovadora, transformou-se rapidamente num case study por várias razões: O factor surpresa, a escolha da data, o valor económico imediato da promoção para quem se dispôs a fazer compras, e a dificil situação  vque o País atravessa, que predispõe as pessoas para a poupança, conforme é aliás a palavra de ordem constantemente lançada para a praça pública, por todos os responsáveis políticos, e não só.

   Questões ideológicas, sociológicas e inclusive as reinvindicações dos trabalhadores à parte, a verdade é que se o objectivo final da campanha era que se falasse, de borla, durante muito tempo da marca envolvida, o objectivo foi plenamente conseguido.

   Ainda  a procissão vai no adro, e já todo o mundo falou sobre o assunto, mesmo aqueles que vão dizendo não querer falar.                       

  Analise-se pois o assunto exclusivamente pela óptica custo/beneficío de uma campanha publicitária. Quanto custa uma página de publicidade num Jornal como o Expresso? É variavel, conforme  a cara do anunciante, mas todos temos a convicção que é bastante elevada.

   Então vejamos a poupança. No numero de ontem, e depois de um vista de olhos en passant, temos:

   Primeira página em destaque "Assunção Cristas e o Pingo Doce". Página 2 - Cartoon  de António "Amargo Doce". Página 3 - Outra vez Cristas e o Pingo Doce. Páginas 4/5 - Integralmente preenchidas com relatos diversos do acontecido. Página 6 - "Pé de Página" de João Garcia. Página 7 - " O Bodo aos Pobres," artigo de Miguel Sousa Tavares. Última Página - "Lições do Pingo Doce" por Henrique Monteiro. No Caderno de Economia: Página 2 - Cartoon de Rodrigo de Matos. Página 31 - Dois artigos sobre o assunto, um de João Duque, outro de João Vieira Pereira.

   Para além da notoriedade de quem já falou, cujos nomes acima referidos são apenas um exemplo, hoje em directo, durante pelo menos cinco minutos, Marcelo Rebelo de Sousa vai falar sobre o assunto para mais de um milhão de espectadores.

  Se somarmos a isto as horas de exposição televisiva com sucessivas aberturas de telejornais e reportagens, algumas em directo, os comentários do Presidente da Republica, as horas de debate na Assembleia da Republica, o que foi escrito, e está para ser, em jornais e revistas sobre o assunto, temos de convir que em termos publicitários foi um sucesso. UM ENORME SUCESSO.

   E não importa a forma como o assunto foi tratado, pois em publicidade, como em muitas outras coisas, o importante para quem disso beneficia é que se fale.

   Bem ou mal é um detalhe.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 477

 

 

 

Estado de Alma: Marcado
Livro: NO LOGO - O PODER DAS MARCAS
publicado por Lanzas às 11:37

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Terça-feira, 17 de Abril de 2012

SERÁ QUE O AMARELO É PRETO?

   Contra todas as expectativas está em marcha um processo de intoxicação da opinião pública pretendendo “uma clarificação” da  Lei 46/2005 relativa à "Limitação de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais".

   Uma  farsa, como tantas outras a que temos assistido, as quais conduziram este País à tragédia que estamos a viver.

   Pretendem agora os autarcas que se querem eternizar em tachos com mordomias de primeira, e nalguns casos com mordomias de mandarins, com tudo o que lhe está sujacente, que a Lei em vigor que os impede de se recandidatarem a mais de três mandatos seguidos, não é clara quanto à possibilidade de se candidatarem a outros municípios, que não apenas aquele onde exerceram nos últimos três mandatos.

  Segundo Fernando Ruas, presidente da (ANMP) - Associação Nacional de Municípios Portugueses: “A interpretação de que o cumprimento de três mandatos não impede uma recandidatura a outra autarquia parece estar a ganhar terreno”.

   Portanto estamos perante uma questão de velocidade para ver quem chega primeiro. E quando a corrida é para o tacho, todos sabemos que temos por aí uns campeões de primeira.

   Ora como quanto existem dúvidas o melhor é um exemplo simples, sem truques nem  subterfúgios,  aqui fica este exemplo que julgo esclarecedor quanto aos verdadeiros desígnios dos que querem agora “dar a volta ao texto”.

   Suponhamos esta situação, sem qualquer juízo de intenções quanto aos citados:

   De acordo com a legislação em vigor nem Luís Filipe Menezes se pode voltar a candidatar à presidência da Camara de Vila Nova de Gaia nem Rui Rio à do Porto.

   Se a Lei vier a ser interpretada da forma mais conveniente para aqueles que se querem perpetuar nos tais lugares com direito a tudo, poderia, por absurdo, simplesmente acontecer o seguinte: Luís Filipe Menezes candidata-se ao Porto e se ganhar fica lá doze anos, e Rui Rio candidata-se a Vila Nova de Gaia e se ganhar fica lá doze anos.

   Findo esse período trocam de Cidade e voltam ao princípio, e se ganharem ficam lá mais doze anos e assim sucessivamente, num sucesso sucessivo.

   Se isto não é alguém poder eternizar-se no poder, então não sei o que será.

   Entretanto é manifesto que o PSD, o partido em princípio mais prejudicado caso a Lei em vigor seja aplicada a rigor, está a aguardar melhores dias para aprovar a tal “clarificação”.

   Obviamente de acordo com os superiores interesses do País, já se vê. Nem podia ser de outra forma.

   Ora quando uma Lei de dois artigos, sendo que o segundo é para determinar a sua entrada em vigor, diz: “O presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos…” quer dizer o quê?

   Que o amarelo é preto?

   Ou será que somos todos analfabetos?

   Se querem alterar a Lei alterem, mas assumam, que aquela que está em vigor não lhes convêm.

   Mas não enganem mais os portugueses.

   Por favor!

 

{#emotions_dlg.chat}Post 471

Estado de Alma: Encornado
Livro: COMO OS POLÍTICOS ENRIQUECEM EM PORTUGAL
publicado por Lanzas às 09:37

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Segunda-feira, 19 de Março de 2012

MONTOYA & AMORIM - A MEMÓRIA ESQUECIDA

   Não sou dado a expressar nos posts aqui publicados os meus estados de alma. Primeiro por uma certa forma de estar na vida, e depois porque entendo que as pessoas que passam por este Blog se podem não estar muito interessadas nas opiniões que aqui deixo expressas, menos interessadas estarão naquilo que possam ser as minhas emoções ou sentimentos perante qualquer acontecimento ou situação

   No entanto tenho de fazer uma das raras excepções a esse critério, porque ao ter-me deslocado hoje durante a manhã à zona da várzea de Odivelas, mais conhecida como o Senhor Roubado afim de obter algumas fotografias e informações, destinadas a documentar um trabalho sobre as trágicas cheias de 25 de Novembro de 1967, dei de caras com a imagem aqui publicada.

   Foi um choque que fez vir ao de cima num ápice um conjunto de emoções que foram difíceis de controlar. Entrei para aquela Empresa há mais de 40 anos, onde me acabei de formar como homem. Ali ajudei a formar outros jovens e participei activamente na formação de vários e bons profissionais. A roda da vida fez com que tivessem sobrado muito poucos amigos, mas ficou a certeza de ter retribuindo com esforço, trabalho e dedicação a oportunidade dada a um jovem acabado de sair da vida militar, e quando só começava a dar os primeiros passos na profissão.

   É profunda saudade aquilo que sinto neste momento.

   E um muito obrigado a quem me acompanhou naquela peregrinação.

 

{#emotions_dlg.chat}Post 466

Estado de Alma: Relembrado
Livro: Memória Esquecida
publicado por Lanzas às 14:27

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