Domingo, 6 de Maio de 2012

COM PAPAS E BOLOS ...

... SE ENGANAM OS TOLOS! (Ditado Popular)

 

 Passado um período de reflexão sobre o sucedido, e analisadas quase todas as opiniões que têm sido emitidas, somos levados a concluir que a marca Pingo Doce conseguiu, provavelmente, a mais bem sucedida campanha, na história da publicidade em Portugal.

 Não sendo inovadora, transformou-se rapidamente num case study por várias razões: O factor surpresa, a escolha da data, o valor económico imediato da promoção para quem se dispôs a fazer compras, e a dificil situação  vque o País atravessa, que predispõe as pessoas para a poupança, conforme é aliás a palavra de ordem constantemente lançada para a praça pública, por todos os responsáveis políticos, e não só.

   Questões ideológicas, sociológicas e inclusive as reinvindicações dos trabalhadores à parte, a verdade é que se o objectivo final da campanha era que se falasse, de borla, durante muito tempo da marca envolvida, o objectivo foi plenamente conseguido.

   Ainda  a procissão vai no adro, e já todo o mundo falou sobre o assunto, mesmo aqueles que vão dizendo não querer falar.                       

  Analise-se pois o assunto exclusivamente pela óptica custo/beneficío de uma campanha publicitária. Quanto custa uma página de publicidade num Jornal como o Expresso? É variavel, conforme  a cara do anunciante, mas todos temos a convicção que é bastante elevada.

   Então vejamos a poupança. No numero de ontem, e depois de um vista de olhos en passant, temos:

   Primeira página em destaque "Assunção Cristas e o Pingo Doce". Página 2 - Cartoon  de António "Amargo Doce". Página 3 - Outra vez Cristas e o Pingo Doce. Páginas 4/5 - Integralmente preenchidas com relatos diversos do acontecido. Página 6 - "Pé de Página" de João Garcia. Página 7 - " O Bodo aos Pobres," artigo de Miguel Sousa Tavares. Última Página - "Lições do Pingo Doce" por Henrique Monteiro. No Caderno de Economia: Página 2 - Cartoon de Rodrigo de Matos. Página 31 - Dois artigos sobre o assunto, um de João Duque, outro de João Vieira Pereira.

   Para além da notoriedade de quem já falou, cujos nomes acima referidos são apenas um exemplo, hoje em directo, durante pelo menos cinco minutos, Marcelo Rebelo de Sousa vai falar sobre o assunto para mais de um milhão de espectadores.

  Se somarmos a isto as horas de exposição televisiva com sucessivas aberturas de telejornais e reportagens, algumas em directo, os comentários do Presidente da Republica, as horas de debate na Assembleia da Republica, o que foi escrito, e está para ser, em jornais e revistas sobre o assunto, temos de convir que em termos publicitários foi um sucesso. UM ENORME SUCESSO.

   E não importa a forma como o assunto foi tratado, pois em publicidade, como em muitas outras coisas, o importante para quem disso beneficia é que se fale.

   Bem ou mal é um detalhe.

 

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Estado de Alma: Marcado
Livro: NO LOGO - O PODER DAS MARCAS
publicado por Lanzas às 11:37

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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

GREVES PARA QUE VOS QUERO?

   A Sindicalista Ana Avoila no exercício do seu direito de expressar publicamente as suas opiniões, afirmou recentemente que "os trabalhadores estão muito indignados e, na verdade, não têm nada a perder", apelando dessa forma à concentração na manifestação verificada no sábado passado, a qual funcionou como treino para a Greve Nacional a realizar no próximo dia 24.

   No uso do direito a expressar publicamente as minhas opiniões, e do uso do contraditório, sou dos que perfilham a opinião que "os trabalhadores estão muito indignados (melhor fora que não estivessem) mas têm muito a perder".

   Também sou dos que acham que os cortes de subsídios em 2012 e 2013 só a funcionários públicos e pensionistas é injusta, e tem como pano de fundo uma mera questão de semântica: Redução de despesas vs. aumento de impostos, e que deveria ser extensiva a todos aqueles que se encontram na mesma situação, sejam trabalhadores ou reformados, sejam do sector público ou privado. O princípio equitativo da distribuição dos impostos (e o confisco dos subsídios é um imposto encapotado) deveria estar presente em todas as medidas de todos os Governos sobre a matéria, o que não tem acontecido.

   Caso contrário ainda vamos assistir a empresas que não pagam os subsídios, alegando dificuldades financeiras, e ficarem com os mesmos, o que nos parece igualmente injusto.

   Mas o grau de dificuldades que o País atravessa é de tal forma grave que não obstante a obrigação de todos os trabalhadores e pensionistas  manifestarem a sua indignação, o exercício do direito da greve nesta fase da nossa vida colectiva é desajustada. Assim como é desajustado o comportamento de, alguns profissionais que nos seus locais de trabalho começaram já há algum tempo uma prolongada "greve de zelo" alegando, grosso modo, que não ganham para o que fazem.

   Onde?, Quem?:  Professores, Centros de Saude, Repartições de Finanças,  e outros. Quem anda por lá sabe.

   Uma conduta destas vai trazer necessariamente mais coisas a perder quer para quem a pratica quer para os que cumprem na íntegra com as suas obrigações, e que precisavam, claramente, que os Dirigentes Sindicais tivessem uma postura construtiva e não se eternizassem no poder, muitos perante a incapacidade notória de voltarem aos seus postos de origem, dando assim lugar a uma nova fornada de Dirigentes mais novos e com mentes mais arejadas.

   E aí teríamos todos muito a ganhar.

 

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Estado de Alma: A Perder
Livro: 2012 - Cenários Para o Fim do Mundo
publicado por Lanzas às 09:37

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Domingo, 25 de Setembro de 2011

ALENQUER - PADRE ZÉ, 50 ANOS DEPOIS

 

   Cinquenta anos depois de chegar ao Concelho de Alenquer (nomeado Pároco de Aldeia Galega da Merceana desde 1 de Novembro de 1961) e de 36 anos como Pároco de Alenquer, o Padre Zé como é vulgarmente conhecido José Eduardo Ferreira Martins de 77 anos de idade, diz hoje a sua missa de despedida. (The last, but not the least).

   Na hora de dizer até já, que o Deus em quem acredita lhe continue a dar a vida, a saúde e as forças necessárias para poder ajudar quem mais precisa, como sempre o fez ao longo destes últimos 50 anos.

   Obrigado por tudo aquilo em que se envolveu para poder ajudar o próximo, sem olhar a quem. Obrigado por tudo o que fez nos restauro do Património religioso da Vila Presépio. Obrigado pela imensa "ajuda" que deu à cultura, em todos os domínios, do Concelho; mas sobretudo um muito muito obrigado por ter trazido de volta a Alenquer as Festas do Divino Espírito Santo.

    Bem haja.

{#emotions_dlg.chat}Post 391       (Foto: Aguarela de Artur Franco -  escadaria e porta interior do Convento de S.Francisco - Alenquer)

 

Estado de Alma: Triste, na hora da despedida
Livro: A Escola do Paraíso
publicado por Lanzas às 09:27

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Terça-feira, 26 de Julho de 2011

AS AGONIAS DO IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO

   No passado dia 29 de Junho publicamos um Post no qual afirmávamos que estávamos agoniados com os sinais que davam conta do eventual corte do subsídio de natal dos portugueses.

   Infelizmente confirmaram-se as nuvens negras que se adensavam sobre as nossas cabeças, embora de forma não tão gravosa, ainda que não aplicada equitativamente a todos os portugueses.

   Se por um lado se pode considerar que a medida, tida como indispensável pelo Governo, revela alguma preocupação social, "poupando" os que estão praticamente abaixo do limiar da pobreza, por outro lado é profundamente injusta ao não incluir, como sempre fizeram todos os Governos de todas as cores partidárias, os rendimentos de capitais.

   A justificação apresentada para o efeito é o falso pretexto que se quer incentivar as poupanças, colocando dessa forma fora da esfera do imposto extraordinário valores "colossais", que auferem normalmente juros acima dos praticados correntemente aos balcões das Instituições Financeiras, falando-se de Bancos que vão até aos 6% líquidos para depósitos acima dos 100.000 euros. A ser isto verdade, de que taxa beneficiarão as contas de milhões de euros. É uma pergunta que poucos saberão a resposta, e os que sabem não respondem.

   Mas neste caso concreto, todos os rendimentos de capitais deveriam ser tratados "extraordinariamente" em nome de uma justiça fiscal e de um esforço colectivo para a difícil tentativa de recuperação do País.

   Vamos só dar um exemplo para tentar ilustrar o que foi dito. O cidadão"A" com liquidez para tal, resolveu aproveitar os preços competitivos do mercado imobiliário e adquiriu um imóvel que colocou no mercado de arrendamento. Com esta decisão investiu num sector em crise, e apostou num mercado com carências. Pagou IMI e Imposto de Selo, e vai ver os seus rendimentos das rendas incluído no IRS, o que o torna sujeito passível do Imposto Extraordinário.

   O cidadão "B", com igual disponibilidade, colocou o dinheiro na Banca. Recebe o respectivo juro liquido da taxa liberatória (21,5%) e não paga mais nada. NÃO ESTÁ CERTO.

   A introdução de uma sobretaxa extraordinária, a vigorar apenas enquanto vigorasse o imposto extraordinário, sobre as taxas liberatórias, tornaria o imposto mais justo e menos doloroso para quem paga.

   Razão tinha eu para estar agoniado. Não sabia bem era porquê.

 

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Estado de Alma: Agoniado (e muito)
Livro: Banqueiro dos Pobres
publicado por Lanzas às 09:37

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Sábado, 25 de Junho de 2011

CUIDADO COM O FOGO

   Numa altura em que as temperaturas estão a subir muito rapidamente todos os cuidados são poucos, até na vigilância sobre os que por ignorância, estupidez ou fatalidade todos os anos ajudam a desflorestar o País.

 

Estado de Alma: Bombeiro
Livro: E Tudo o Vento Levou
publicado por Lanzas às 09:17

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Domingo, 29 de Maio de 2011

AS CAMPANHAS DE SOLIDARIEDADE

   Com a degradação do tecido económico do País o desemprego, que em números reais (os que constam das estatísticas mais os que já desistiram de procurar emprego) não deve andar muito longe de Um Milhão de portugueses, tornou-se incontrolável.

   As consequências que este facto origina ao nível das famílias são devastadoras, para além das que são ocasionadas pela diminuição dos apoios sociais e das  impostas pela redução das despesas de saúde, que tenderão a agravar-se no futuro, tornando  a capacidade de sobrevivência de muitos lares, e o colmatar de carências de toda a ordem, dependente em larga escala dos apoios de Instituições de Solidariedade Social.

  Instituições como a Cáritas, o Banco Alimentar e a Liga Portuguesa Contra o Cancro com toda a sua especificidade, são apenas exemplos ao acaso das inúmeras Instituições que com um carácter regular ajudam quem mais precisa, apoiam os que foram "apanhados" por alguma das vicissitudes da sociedade, e colaboram activamente com pessoas às quais a desventura da vida trouxe azares e doenças que precisam de um apoio moral e de um acompanhamento permanente, os quais muitas das vezes as famílias por si só não têm condições de disponibilizar.

   E que dizer dos voluntários, jovens e menos jovens, homens e mulheres,  que de forma  livre e voluntária apoiada unicamente em motivações e opções interiorizadas, disponibilizam com coragem o seu tempo, a sua força emocional, o seu saber, o seu talento e o seu carinho a favor daqueles a quem momentaneamente a vida se tornou madrasta.

   Obrigado a todos eles.

   Dentro da grandeza que demonstram, um pequeno reparo o qual está longe de ser uma crítica, porque não é passível de  critica quem tem essa enorme capacidade de doação. Durante as campanhas de sensibilização e angariação de fundos (peditório ou venda de produtos associados às campanhas), por favor não mostrem enfado ou uma cara de desagrado quando alguém não colabora.

   Sabe Deus porque não o faz ...

 

Estado de Alma: Solidário
Livro: Conhecimento do Inferno
publicado por Lanzas às 15:07

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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

ALENQUER E OS ANIVERSÁRIOS

   O Presidente da Câmara Municipal de Alenquer determinou por despacho  de 31 de Dezembro último que os funcionários passem a ter dispensa do serviço no dia do seu aniversário.

   Para além da total falta de respeito que aquela medida representa para quem está desempregado, o despacho, só por si, é digno de antologia.

   Ei-lo em todo o seu esplendor: "Considerando que o dia de aniversário é sempre uma data importante da vida de cada um de nós e, à semelhança de procedimento idêntico adoptado em diversas entidades da administração central e local, determino que seja concedida dispensa do serviço a todos os trabalhadores municipais no dia do seu aniversário natalício".

   Sabe-se o que representam despachos deste teor em pequenas localidades. Por um lado servem para aliciar votos para as próximas eleições locais. Por outro procuram esconder as próprias limitações de quem tem de gerir e motivar funcionários sem que tenha de acenar-lhe com concessões sem sentido.(porque não se pretende ofender quem quer que seja, e face aos comentários recebidos decidimos alterar a frase inicial:  um molho de cenouras )

   É o reconhecimento da mais absoluta incapacidade para liderar um projecto.

   Esta brincadeira, sim porque só de brincadeira se pode tratar, representa menos 700 dias de trabalho anuais, ou seja cerca de 5.000 horas não trabalhadas e pagas por todos nós, sim por todos nós e não só pelos munícipes de Alenquer, sem qualquer justificação.

   Para a próxima vez em que, e segundo as palavras do edil alenquerense, Jorge Riso de seu nome, seja necessário "estimular os nossos trabalhadores, numa altura em que têm sido penalizados por cortes nos seus rendimentos e medidas de austeridade", sugerimos que torne extensiva a medida agora aprovada, devidamente adaptada, ao dia de aniversário do cônjuge, e caso as medidas de austeridade se agravem, como tudo parece indicar, ainda temos os filhos, o cão o gato e tudo o que mexa lá em casa.

   Há quem diga em Alenquer que a medida agora adoptada é neutra face à produtividade dos destinatários da mesma, mas é demagógica e absolutamente irresponsável numa época de crise social e de desemprego como aquela que atravessamos em Portugal.

   Não haverá maneira de alguém  pôr cobro a desmandos destes? Já alguém ouviu falar em Países como o Japão, a Alemanha  os Estados Unidos da América e tantos outros em que o numero de dias trabalhados por ano, e estou a falar de trabalho não estou a falar de presença no emprego, estão muito para além dos trabalhados em Portugal?

   Não estamos a falar da China da Índia ou do Paquistão, estamos a falar de Países onde se respeitam os direitos e a dignidade dos trabalhadores.

   Medidas como a que foi agora tomada em Alenquer são um contributo sério para ajudar Portugal a afundar-se.

   E poucos de nós sabem nadar.

 

Post 290

Estado de Alma: Aniversariante
Livro: O Economista Disfraçado
publicado por Lanzas às 09:29

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Sexta-feira, 11 de Março de 2011

SOLIDARIEDADE COM O JAPÃO

   Para todo o povo do Japão deixamos aqui uma palavra de tristeza, conforto e solidariedade.

   Que no mais intimo de cada um, do mais humilde ao  Imperador , símbolo constitucionalmente reconhecido da nação japonesa e da unidade do seu povo e símbolo da soberania, todos sejam capazes de encontrar a força emocional necessária para recuperar o País.

   Dito isto, uma pergunta: O que acontecerá a Portugal quando suceder uma tragédia de uma dimensão semelhante, a qual em termos estatísticos, infelizmente não estará longe?

   De que meios dispomos, qual a organização que se encontra montada para ajudar os vivos e cuidar dos feridos?

   Não seria uma boa altura para se aproveitar o infortúnio de um Povo para olharmos para a nossa própria casa? Na hora da desgraça seria uma bênção podermos afirmar: Ainda bem que alguém teve em tempo a visão e a dimensão de estado para nos sentirmos menos mal nesta hora.

   Qual TGV, qual "caraças". 

Estado de Alma: Solidário
Livro: Cartas e Destino
publicado por Lanzas às 17:40

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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

AOS MADEIRENSES

       OS NOSSOS SENTIDOS PÊSAMES.  

 

   A todos os que perderam os seus Familiares e Amigos.

 

   A nossa consternação por quem perdeu os seus haveres.

 

   A nossa certeza que saberão recuperar de tão rude golpe.

 

   Para o necessário a nossa solidariedade.

 

  

Estado de Alma: Solidário
publicado por Lanzas às 15:19

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