Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

AS CEM MANEIRAS DE GERIR A DÍVIDA ... SEM A PAGAR

   Depois de um pequeno período de ouro de silêncio, o nosso ex-Primeiro ministro voltou a falar e, agora livre como um pássaro nos céus de Paris, esclareceu alguns dos pilares nos quais assentou a política económica que protagonizou para o País:

   Desde que houvesse quem emprestasse podíamos gastar à “tripa forra”, porque a dívida não era para pagar tão-somente para gerir. Por isso em seis anos quase duplicamos aquilo que devíamos ao exterior. Sintomático.

   E a coisa era simples de fazer. De acordo com o calendário eleitoral adequava-se a economia à política. Baixava-se o IVA, aumentavam-se os Funcionários Públicos e os Pensionistas, criavam-se mais uns subsídios, entregavam-se de bandeja umas obras às Empresas do costume, adjudicavam-se uns pareceres, prometiam-se uns cheques que nunca ninguém viu a côr, e por aí fora porque a vida corria no melhor dos mundos.

   Quando havia um aperto de tesouraria dava-se um pulo à Libia, (lembram-se?), ou ao Qatar, ou então dava-se uma palavrinha à senhora Merkel para disponibilizar "algum".

   Entretanto por cá secava-se a capacidade de financiamento dos Bancos à economia, forçando-os à compra da Dívida. A tal que não é para pagar. Só para gerir.

   Mas o ex-primeiro-ministro ainda quis ser mais claro para que não subsistissem dúvidas: "para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida, é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei".

   Dá vontade perguntar: Quando? Onde? Com quem?

   Esta “magnifica” Lição de Economia e Finanças, mas sobretudo de princípios políticos e filosóficos  Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, por certo não desdenharão subscrever.

   Seria bom ouvirmos também a opinião do ex-Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sobre esta Lição magistral do seu antigo Chefe, e porque razão subscreveu a política económica que o mesmo, sabe-se agora, protagonizou.

   Apenas mais dois apontamentos sobre esta pérola do "génio latino":

  1 - Era bom sabermos os Livros por onde estudou, para ficarmos todos a conhecer a melhor maneira de gastar sem pagar.

  2 - Compreende-se agora a razão pela qual a Universidade onde eventualmente tenha estudado fechou.

 

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Estado de Alma: A Gerir
Livro: Mendigo Ladrão
publicado por Lanzas às 09:47

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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

TEIXEIRA DOS SANTOS - UM HOMEM SÓ

   Ao longo do tempo temos escrito algumas vezes sobre Fernando Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças nos Governos Sócrates, normalmente para contestar a política económica de que tem sido o rosto, mas sempre ressalvando as suas qualidades pessoais e profissionais.

   Basta ler o seu curriculum para se perceber que se trata de um homem que ao longo da vida foi associando especialização à sua actividade, foi consolidando competências e juntando experiência ao saber.

   É por isso um mistério digno de um "case study" o porquê de se ter deixado colonizar por um Primeiro ministro que manifestamente não o estima, e que se tem aproveitado, quando lhe convém, do seu saber e prestigio.

   Um dia hão-de ser conhecidas as razões que conduziram a tal submissão e que estiveram na base de um comportamento no mínimo estranho, pois para espanto de muitos, decisões absolutamente irracionais e eleitoralistas,  de José Sócrates e do Partido Socialista, como a descida do IVA e o inacreditável aumento dos funcionários públicos em 2009 não tiveram da sua parte uma recusa frontal ou, em alternativa, a sua demissão o que à partida não se coaduna com aquilo que é conhecido acerca da sua frontalidade ou desapego ao poder político de que manifestamente não precisa, pois é detentor de uma carreia académica e profissional sólida e inquestionável, mas que não evitaram o seu afastamento das listas para deputados à futura Assembleia da Republica, um triste episódio escondido atrás de uma história manifestamente mal contada.

   A grosseria de Vieira da Silva, coordenador do processo de elaboração das listas PS acerca do seu afastamento: "... em relação ao actual ministro de Estado e das Finanças,  não se colocou a questão de Teixeira dos Santos ser convidado para integrar as listas ...", não é mais do que a vingança, servida fria, do aparelho partidário aos intrusos  que ousam ocupar the jobs que na sua óptica são exclusivamente "for the boys".

 É uma atitude indigna por parte do partido que nunca o tendo acolhido verdadeiramente dele se utilizou quando precisou da sua imagem para tentar caucionar e credibilizar políticas partidárias incongruentes. 

  A sua patética presença ao lado de José Sócrates na NÃO COMUNICAÇÃO que este fez ao País sobre o Acordo com a troika é a todos os títulos lastimável, e as suas respostas de circunstância às questões hoje colocadas pelos jornalistas sobre o seu papel nestas negociações: "tenho a sensação de dever cumprido", bem como sobre o estado da sua relação institucional com José Sócrates: "fui encarregado pelo primeiro-ministro de conduzir as negociações com a troika, e com certeza que não as conduzia à revelia do senhor primeiro-ministro", são a parte visível dum iceberg imenso de divergências. 

   O que aconteceria neste País se este homem, Fernando Teixeira dos Santos falasse hoje, acerca do que verdadeiramente se passou nos últimos seis anos? Não sabemos.

  Mas sabemos que o deveria fazer para evitar futuros desmandos.

  E então teria resgatado a sua dignidade política.

Estado de Alma: De todas as cores
Livro: O Que Diz Molero
publicado por Lanzas às 12:01

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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011

FMI - A NÃO NOTÍCIA

   Foi absolutamente deprimente o que se passou ontem no panorama televisivo português. A partir de uma NÃO notícia a qual foi cuidadosamente encenada por José Sócrates, com o inenarrável Ministro das Finanças Teixeira do Santos a seu lado, fazendo o papel do maestro José de Melo no programa televisivo o "Museu do Cinema" apresentado nos anos 50 a 70 por António Lopes Ribeiro, que entre outros pontos de interesse incluía a forma brejeira, que foi glosada pelo País inteiro, como este se dirigia ao maestro: "Melo diz boa note ao senhores telespectadores"; todos os canais televisivos se desdobraram na apresentação de comentadores, mesas quase redondas e outros formatos para comentar o que não sabiam, pois José Sócrates limitara-se a dizer cinco coisas que não viriam no Acordo e aproveitou para mais um ataque "a todos aqueles que ...", o que em linguagem "socratiana" quer dizer todos os que não pensam como ele.

   É sabido que José Sócrates deve a sobrevivência política à sua capacidade de reescrever os acontecimentos. Partindo de um qualquer facto, reescreve-o e a partir daí parte para um combate feroz, como se aquela tivesse sido a realidade, comprometendo os adversários, obrigando-os a sucessivos desmentidos, normalmente sem grande êxito, e cerceando-lhes a sua capacidade para desenvolver os seus verdadeiros pontos de vista. Até agora tem resultado.

   Aliás esta forma de estar na política como Primeiro ministro teve o seu inicio logo no seu primeiro mandato, quando partindo de um défice pura e simplesmente não existente criado e inflacionado com a ajuda do seu "compagnon de route" Vítor Constâncio, a quem "pagou" essa inestimável ajuda com uma colaboração activa na sua nomeação para a Vice-Presidência do BCE, criou as condições para o aumento dos impostos, nomeadamente do IVA, quando a sua campanha eleitoral tinha sido feita à base da promessa do não aumento dos impostos. A promessa de diminuição de desempregados, o cheque bebé, e outras promessas similares são apenas detalhes de uma forma questionável de fazer política.

   Uma pessoa que assume perante todos os portugueses, na televisão, na imprensa escrita, no partido, que: "Não estou disponível para governar com o FMI", entidade com quem menos de um mês depois celebra um acordo, e é candidato a Primeiro ministro para o executar, não reune as qualidades mínimas  para ser Primeiro ministro de Portugal.

   Se voltar a ser, não nos queixemos. Limitemo-nos a pagar os seus delvaneios e boca calada.

Estado de Alma: Arreganhado
Livro: A Contradição Humana
publicado por Lanzas às 10:45

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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

ÁGUA PURA DA RIBEIRA

   É com toda a franqueza que o digo: Sinto tristeza por Teixeira dos Santos. Sei que o senhor não precisa da minha comiseração, mas tal não invalida que a expresse.

   É de pungente sofrimento a mascara de mártir que ostenta nas fotos que diariamente são publicadas na imprensa e é de tristeza, diria mesmo de dor, a sua postura quando se apresenta perante as câmaras de televisão.

   É óbvio que tem culpas no cartório, e temos comentado algumas das medidas politicamente condenáveis que assumiu ou "foi obrigado" a assumir, dado que  foi arrastado, sem dó nem piedade, para o pântano, por quem tinha necessidade de apresentar um nome credível para dar o corpo às balas, pela sua (dele) política económica sem credibilidade.

   Como escrevemos recentemente só o desnorte que se verifica no Governo permite que ontem Teixeira dos Santos tenha afirmado: "O Governo obviamente negociará e empenhar-se-á em ser um facilitador dos contactos e diálogo com outras forças políticas para que elas também se comprometam perante essas organizações" quando na passada sexta-feira afirmou: "Chamo a atenção que quem tem de negociar com a oposição não é o Governo, são as partes envolvidas do lado europeu. Essa não é uma responsabilidade do Governo”. Paradigmático.

   Entretanto o primeiro-ministro convocou para hoje os partidos para reuniões com vista à discussão do processo de negociação do pedido de ajuda financeira a Portugal, quando há três semanas na apresentação da sua moção de recandidatura como secretário-geral do PS, afirmou que "a agenda do FMI e da ajuda externa levaria o país a suportar programas que põem em causa não só o nosso estado social mas também o que é a qualidade de vida de muitos portugueses e eu não estou disponível para isso", afirmando repetidamente ao longo do discurso que "Portugal não precisa de nenhuma ajuda externa". Mais claro do que isto só a água pura da ribeira.

   Viver em Portugal neste ano de 2011 da graça de Deus era divertido; Se não fosse dramático.

 

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Estado de Alma: Com sede
Livro: Como Observar as Pessoas
publicado por Lanzas às 09:50

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Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

CONVERSAS IMAGINÁRIAS

 

                                             Fotomontagem: João Portalegre

 

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Estado de Alma: Em transe
Livro: Expiação
publicado por Lanzas às 21:05

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TEIXEIRA DOS SANTOS E JOSÉ SÓCRATES

DE CANDEIAS ÀS AVESSAS ?

   É de absoluto desnorte o clima emocional que se vive no seio do Partido Socialista. Num Congresso que deveria servir para um sereno debate de ideias internas, para clarificação de pontos de vista contraditórios, que são conhecidos, entre correntes internas de opinião e para a apresentação de ideias que ajudassem a apontar um caminho aos portugueses, nada disto se verificou.

   Como alternativa foi escolhido o discurso recorrente de apontar  culpas à oposição, como se fosse esta que tivesse governado nos últimos seis anos, às forças ocultas, leia-se Presidente da Republica, e a assistiu-se a uma falsa união em torno de um líder que sendo um bom comunicador, esgota as suas capacidades nisso mesmo, conforme salientou em tempos João Salgueiro. 

   Por outro lado as opiniões divergentes entre Ministros, e entre estes e o Primeiro ministro são manifestas sobre a oportunidade de conjugar esforços com outros partidos para encontrar soluções que visem salvar Portugal de uma crise que ameaça arrastar-se por décadas. Apontemos um só exemplo elucidativo: 

   Na última sexta feira à saída de uma sessão do Conselho de Ministros das Finanças, Teixeira dos Santos declarou: “O Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional terão que negociar com o Governo e terão que envolver nessa negociação os principais partidos. Mas chamo a atenção que quem tem que negociar com a oposição não é o Governo, são as partes envolvidas do lado europeu. Essa não é uma responsabilidade do Governo”, afirmando ainda não ser rigoroso dizer-se que a ajuda será de 80 mil milhões de euros, e que espera que o Presidente da República Cavaco Silva ajude a criar o ambiente propicio ao processo negocial que agora vai começar. Na mesma linha de raciocínio tinha dito ago de parecido em entrevista televisiva, quando afirmou peremptório que o Governo, por estar em gestão, não podia pedir ajuda externa, sendo que a única entidade que o poderia fazer era o Presidente Republica. Porém 3 ou 4 dias depois, ao almoço com José Sócrates e entre duas colheres de sopa, mandou vir o FEEF, o FMI e  o  BCE. 

   Para quem estivesse mais desatento a ouvir Teixeira do Santos poderia até parecer que Portugal estava a fazer um favor aquelas entidades e que éramos nós que lhes íamos emprestar dinheiro para salvá-los da bancarrota.

   Que mau feitio que o homem tem, meu Deus.

   Pela sua parte, José Sócrates, perante a crua realidade da nossa incapacidade de resolvermos sozinhos os nossos problemas, afirmou no Congresso do PS que “o Governo assumirá a responsabilidade de liderar as negociações com as instituições europeias sobre o programa de assistência financeira, de modo a que o país não corra riscos no financiamento do Estado, do sistema bancário e da economia”.

   “O momento exige elevação política e sentido de Estado”, acrescentou.

   Será o que tem faltado a Teixeira dos Santos ?

 

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Estado de Alma: Perplexo
Livro: Economia Portuguesa
publicado por Lanzas às 14:45

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Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

PORTUGAL DOS PEQUENINOS

   Não foi surpresa, nem estava escrito nos astros. Era apenas uma questão de tempo. O défice de Portugal em 2010 foi corrigido para 8,6% um valor bastante superior "ao  valor claramente inferior a 7%" adiantado pelo por José Sócrates e Teixeira dos Santos nos seus melhores momentos de delírio na Assembleia da Republica, furando assim a meta prometida ao País, à Comissão Europeia e "aos mercados".

   Não altera as nossas contas, nem devemos mais dinheiro face a esta correcção, trata-se apenas como tantas vezes temos dito, à semelhança aliás de tantos outros, da forma como os números são apresentados, isto é: distorcidos, deturpados, adulterados, manipulados, maquilhados ou sustentados em qualquer manigância para ficarem mais ao jeito de quem os publicita.

   Surpresa é a procura desenfreada dos actuais membros do Governos em querer sacudir a água do capote revelando bem da inconsistência de quem nos tem vindo a governar.  Para Teixeira dos Santos "O Governo não tem legitimidade, nem condições, nem poder, nem a credibilidade necessária para poder merecer a confiança das instituições internacionais que nos podem ajudar". Nunca teve.

  E acrescentou Teixeira dos Santos: "Por isso mesmo o Governo não tem condições para assumir compromissos em nome do país", pelo que "a única entidade que neste momento pode assumir esses compromissos em nome do país é o senhor Presidente da República".   

   Como se fosse ao Presidente da Republica e não ao Governo em funções, mesmo de gestão, que cabe dirigir os destinos do País.

   Era bom que quem está de saída e tão maus serviços prestou a quem neles confiou se recordasse de uma frase lapidar:

   É NOS MAUS MOMENTOS QUE SE VÊM OS GRANDES HOMENS.

   Por favor não sejam pequeninos.

 

Post 286

Estado de Alma: De taxa arreganhada
Livro: Um Adeus aos Deuses
publicado por Lanzas às 09:47

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Quinta-feira, 31 de Março de 2011

SÃO NÚMEROS SENHORES, SÃO NÚMEROS!

   Portugal tem vivido de mentiras ao longo dos tempos  no que se refere ao estado da sua economia, ao valor dos seus défices, ao valor da dívida externa, ao numero dos seus desempregados e o que eu sei lá mais.

   Parece estar tacitamente aceite por todos nós como se de uma qualquer maldição se tratasse que todos os números publicados, seja qual for a entidade ligada ao Governo que o faça, estão distorcidos, deturpados, adulterados, manipulados, maquilhados ou sustentados em qualquer manigância para ficarem mais ao jeito de quem os publicita.

   Ora não tem que ser necessariamente assim. É sempre possível fazer um ponto de situação, actualizando os dados a partir de um "ponto de restauro"

   Em 2008 depois de anos de sacrifícios pedidos à maioria dos portugueses, através do aumento das receitas do Estado conseguidas com o aumento de impostos e consequente diminuição do poder compra, e da capacidade de investimento das empresas com reflexo óbvio no aumento do desemprego, a que se juntou alguma cosmética dos números,  o Governo de José Sócrates colocou o défice em 2,6%. Ponto.

   O Governo havia partido em 2005 de um número de 6,8% "construído" com a colaboração de Vítor Constâncio, na altura Governador do Banco de Portugal, para dar mais cor (rosa) ao "sucesso". Era pois uma oportunidade sem paralelo para o Governo combater o desperdício, para diminuir as despesas do Estado, para fazer investimentos reprodutivos, enfim para levar Portugal para o crescimento, se não houvesse "compromissos" para pagar. Porque em política, como na vida aliás, não há almoços, nem pequenos almoços, grátis. Tudo tem um preço. Que no nosso caso viríamos a pagar bem caro.

   Mesmo assim, 2008 é um ponto de partida.

   É evidente que a crise internacional de 2009 teve reflexos negativos na economia portuguesa, tal como teve em todas as economias de todo o mundo. Só que desgraçadamente era um ano de campanha eleitoral, tendo sido aproveitada a crise internacional para de forma demagógica o Governo português ter sido um dos Governos que mais usou a despesas para combater a crise, distorcendo ainda mais os mercados com adjudicações de muitos milhões de euros sem concursos públicos de que um dia ainda ouviremos falar.

   Num cenário de inflacção Zero, José Sócrates com a cobertura política do Ministro das Finanças Teixeira dos Santos, que dessa forma se descredibilizou politicamente para o futuro, aumentou os funcionáris públicos em 2,9% e baixou o IVA de 21% para 20%. "Temos folga para isso,  fruto da nossa política de austeridade e de controlo da dívida pública", disse José Sócrates em êxtase.

   As consequências dessas combinações explosivas, fizeram-se sentir de imediato. O défice inicialmente previsto de 2,2% começou a subir a subir e terminou em 9,4%, por obra e graça do "espírito santo", porque se supõe que era superior. O maior de há muitas e muitas décadas. Simples.

   O valor da dívida publica disparou tendo praticamente duplicado, bem como desemprego que ultrapassa agora em muito os 600.000 desempregados,  e  os juros da dívida passaram de valores de 2% e 3% para os NOVE POR CENTO de ontem, o valor mais elevado desde que aderimos ao Euro.

   Quanto ao défice de 2010 haveremos saber um dia destes qual o seu real valor, porém sempre muito superior ao  valor claramente inferior a 7% que tem sido adiantado pelo Governo, furando a meta prometida ao País, à Comissão Europeia e "aos mercados".

   Estamos em 2011, dependentes da vontade terceiros e com enormes dificuldades em sair deste pântano onde nos atolaram.

   O responsável  directo desta situação tem cara e tem nome: JOSÉ SÓCRATES. E Ajudante: Teixeira dos Santos. 

 

Post 285

Estado de Alma: Em retrocesso
Livro: Ao Cair da Noite
publicado por Lanzas às 10:09

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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

QUANDO O MAR SE "ALEVANTA"

   O comportamento de José Sócrates, ontem no debate da Assembleia da Republica para discussão do chamado PEC 4 mostrou cabalmente, se dúvidas existissem, da sobranceria para não dizer desprezo com que se tem comportado nestes últimos anos perante as Instituições eleitas democraticamente pelo povo português.

   A atitude de abandonar as instalações dessa mesma Assembleia ostensivamente, logo após a intervenção do Ministro das Finanças, revela a sua forma sem grandeza de estar na política  que é aliás seu apanágio.

   Sejamos claros, José Sócrates não dispõe, nem nunca dispôs, de estofo democrático como ontem cabalmente demonstrou.

   Não quis, não soube, transmitir uma imagem de serenidade e compostura, preferindo deixar os seus pares, sim porque antes de ser Primeiro-ministro é deputado, "a falarem sozinhos" na senda aliás do que que tinha feito na apresentação de cumprimentos ao Presidente da Republica na cerimónia de posse do mesmo.

   Existe um mundo de diferença na cultura democrática de José Sócrates em relação a nomes socialistas de vulto como Salgado Zenha, Mário Soares, António Guterres, Jorge Sampaio, António Sérgio, Almeida Santos, Miguel Alegre, Jaime Gama e tantos, tantos outros nomes de verdadeiro relevo do Partido Socialista.

   O seu comportamento de falta de cortesia, como dizia ontem outra insigne personalidade da cultura portuguesa, António Barreto, raia a falta de educação. E estas coisas "do chá" são definitivas. Ou vêem do berço ou nunca mais se chega lá.

   Embora mais mitigado o comportamento de Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças, também não foi brilhante ao abandonar o hemiciclo quando Manuel Ferreira Leite falava em nome do PSD.

   Tal comportamento também não o dignifica nem pessoalmente nem ao Governo, que na altura representava.

   Nos antigos arraiais das campanhas da pesca do atum costumavam os pescadores dizer entre si: Quanto mais o mar se "alevanta" mais um homem tem de lhe fazer peito.

   Foi pena nem um nem outro terem mostrado "peito" para fazer frente a uma mar chão.

 

Post 277

    

Estado de Alma: Pescador na campanha do atum
Livro: Tavira e o seu Termo
publicado por Lanzas às 10:55

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Segunda-feira, 21 de Março de 2011

O PEC 4 NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA

   Finalmente deu à costa o famoso PEC 4, que é como quem diz deu entrada na Assembleia da Republica. Se Deus não descer à terra tem a sua morte anunciada.

   Pelo tópicos fornecidos ficamos com mais um bom exemplo acerca da capacidade de previsão do nosso Governo, sob a batuta de José Sócrates, para a elaboração de Orçamentos ou para o fornecimento de dados fiáveis.

   Quando contra todas as opiniões credenciadas de Instituições e Personalidades que previam ir Portugal entrar em recessão em 2011 o Governo para poder manter a sua campanha eleitoral permanente insistia num crescimento de 0,2%. Agora vem reconhecer o grave erro em que incorreu e promover a descredibilização oficial dos seus Técnicos a começar pelo Ministro das Finanças, Secretário de Estado do Orçamento e por aí fora, assumindo uma recessão de 0,9% a qual mesmo assim ainda está abaixo de previsões credenciadas, inclusive do Banco de Portugal.

   José Sócrates fica de fora da descredibilização dos Técnicos do Ministério das Finanças, por uma razão óbvia: Já não tinha credibilidade.

   Depois do défice de 2009, que foi crescendo, crescendo, crescendo temos agora o de 2011 que vai pelo mesmo caminho.

   E o principal problema é que ninguém acredita, nem cá nem nas Instâncias Internacionais, nos números fornecido pelo Governo.

   Uma verdadeira catástrofe.

   E o TGV continua, até que Sócrates vá para a rua.

 

Post 272

Estado de Alma: Em marcha atrás
Livro: A Tábua de Flandres
publicado por Lanzas às 21:10

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